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O selenito de sódio em concentrações moderadas estimulou o crescimento de brotos de soja e elevou a capacidade antioxidante das plantas. O melhor desempenho ocorreu com 5,0 e 7,5 micromol / L de Na2SeO3, após 72 horas de cultivo no escuro. Nessas doses, os brotos apresentaram maior alongamento do hipocótilo, maior acúmulo de biomassa e melhor mobilização de reservas dos cotilédones. As informações constam em trabalho de pesquisadores chineses.
O estudo avaliou a cultivar Bayan, sob cinco concentrações de selenito: 0, 2,5, 5,0, 7,5 e 10 micromol / L. As sementes germinadas permaneceram em caixas de cultivo a 30 ºC, no escuro. As soluções receberam troca a cada 24 horas. Ao final do período, os pesquisadores mediram comprimento, massa fresca, teor de selênio e indicadores fisiológicos em radícula, hipocótilo e cotilédone.
A concentração de 7,5 micromol / L gerou os maiores ganhos de crescimento. A radícula cresceu 26,0% em relação ao controle. A massa fresca da radícula subiu 40,7%. O hipocótilo apresentou aumento de 19,0% no comprimento e na massa fresca. A dose de 5,0 micromol / L também promoveu ganhos relevantes, com aumento de 19,6% no comprimento da radícula e de 10,2% no comprimento do hipocótilo.
O selênio acumulou-se de forma distinta nos tecidos. A maior concentração ocorreu na radícula. O hipocótilo apareceu em seguida. O cotilédone apresentou os menores valores. Esse padrão indica absorção pela radícula e translocação limitada durante a germinação no escuro.
As doses moderadas também ativaram o sistema antioxidante. Com 5,0 e 7,5 micromol / L, houve aumento das atividades de superóxido dismutase, peroxidase e ascorbato peroxidase. Essas enzimas atuam na remoção de espécies reativas de oxigênio. O tratamento também elevou glutationa reduzida, ácido ascórbico e prolina livre em diferentes tecidos.
Essa resposta reduziu o estresse oxidativo. As concentrações de ânion superóxido e peróxido de hidrogênio caíram nos tratamentos moderados. O malondialdeído, indicador de peroxidação lipídica, também diminuiu. Na dose de 7,5 micromol / L, o MDA caiu 20,9% na radícula, 22,7% no hipocótilo e 31,8% no cotilédone.
O estudo também mostrou efeito sobre a mobilização de reservas. O selenito elevou a atividade de amilases e proteases nos cotilédones. A α-amilase aumentou 106,4% com 7,5 micromol / L. A atividade de alfa + berta-amilase subiu 64,8% na mesma dose. A protease aumentou cerca de 50% com 5,0 e 7,5 micromol / L.
Esse processo favoreceu a conversão de reservas em açúcares solúveis, proteínas solúveis e aminoácidos livres, apontam os pesquisadores. No hipocótilo, o teor de açúcares solúveis aumentou 36,8% com 5,0 micromol / L e 65,4% com 7,5 micromol / L. Os aminoácidos livres cresceram 4,50 vezes com 5,0 micromol / L e 4,43 vezes com 7,5 micromol / L. Esses compostos sustentaram o alongamento e o ganho de massa.
A dose de 10 micromol / L apresentou efeito contrário. O tratamento suprimiu atividades antioxidantes, elevou espécies reativas de oxigênio e aumentou MDA. O crescimento perdeu o estímulo observado nas doses moderadas. Os autores relacionam esse efeito ao excesso de selênio, capaz de romper o equilíbrio redox e prejudicar a mobilização de reservas.
Os resultados indicam potencial para biofortificação de brotos de soja com selênio. Conforme os pesquisadores, a aplicação de selenito entre 5,0 e 7,5 micromol / L fortaleceu a defesa antioxidante, reduziu danos oxidativos e favoreceu o transporte de reservas para o hipocótilo. O trabalho aponta base fisiológica para protocolos de produção de brotos enriquecidos com selênio.
Outras informações em doi.org/10.17221/72/2026-PSE
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