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A seca atingiu 63% do território brasileiro em dezembro de 2025, o equivalente a cerca de 5,3 milhões de quilômetros quadrados, segundo a última atualização do Monitor de Secas. Em relação a novembro, a área afetada pelo fenômeno aumentou no Nordeste e no Sudeste e diminuiu no Norte, Centro-Oeste e Sul do país.
Em termos de severidade, houve abrandamento da seca em nove estados: Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Por outro lado, o fenômeno se intensificou em dezembro em 12 unidades da Federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe.
A severidade permaneceu estável em Amapá, Distrito Federal, Pará, Roraima e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a seca desapareceu em dezembro, deixando o estado sem registro do fenômeno.
Entre as cinco regiões acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Sul apresentou as condições mais brandas em dezembro, enquanto o Nordeste manteve o quadro mais severo do país. A região nordestina registrou seca extrema em 21% de seu território, o pior patamar desde março de 2019. Ainda assim, houve melhora em relação a novembro, com redução da área sob seca grave de 43% para 25%.
Em sentido oposto, Sudeste e Centro-Oeste registraram intensificação do fenômeno entre novembro e dezembro, marcada pelo avanço da seca grave. Já nas regiões Norte e Sul, observou-se abrandamento, com leve redução da área sob seca moderada.
Quanto à extensão territorial, 11 estados apresentaram aumento da área com seca: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. Em sete estados houve diminuição da área afetada — Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia —, enquanto em outros oito a situação permaneceu estável: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.
Em dezembro, 14 unidades da Federação registraram seca em 100% do território: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins. Nos demais estados com ocorrência do fenômeno, os percentuais variaram de 5% a 95%.
Considerando a área absoluta afetada, Mato Grosso lidera o ranking nacional, seguido por Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Goiás.
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