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Cultura apresenta elevada variabilidade de potencial produtivo, reflexo da irregularidade das precipitações
O Governo de São Paulo instituiu o Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do caruru-gigante (Amaranthus palmeri). A medida entrou em vigor hoje, com a publicação da Resolução SAA nº 07/2026 no Diário Oficial. O objetivo envolve proteger cadeias produtivas e preservar a competitividade do agro paulista.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento confirmou foco da planta daninha em 3 de fevereiro de 2026, em propriedade no município de Mirassol, na região de São José do Rio Preto. A Defesa Agropecuária iniciou interdição da área, eliminação do foco e monitoramento ampliado após a detecção.
A Resolução nº 07, de 19 de fevereiro de 2026, institui o plano e estabelece medidas obrigatórias de prevenção, controle e erradicação. A Diretoria de Defesa Agropecuária Estadual coordena a execução por meio do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.
O plano define protocolos padronizados. As ações incluem vigilância fitossanitária contínua, fiscalização, rastreabilidade, manejo integrado, interdição de áreas infestadas, eliminação imediata de focos e controle do trânsito de máquinas e implementos agrícolas.
O texto organiza a atuação em três eixos. O eixo de prevenção abrange vigilância ativa e passiva, inspeção de áreas produtivas e não agrícolas e controle de trânsito de máquinas. O eixo de controle determina manejo integrado e aplicação de medidas químicas, mecânicas e culturais. O eixo de erradicação prevê eliminação imediata de focos, destruição controlada de plantas e interdição de áreas quando necessário.
A norma atribui responsabilidade aos proprietários, arrendatários ou ocupantes pelo cumprimento das medidas fitossanitárias. O descumprimento autoriza execução direta pela Defesa Agropecuária, com ressarcimento das despesas e aplicação de penalidades previstas em lei.
Segundo o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, a formalização do plano consolida a resposta rápida do estado diante de praga com elevado potencial de impacto econômico e produtivo. Ele afirma que a Secretaria mobiliza sua estrutura em parceria com produtores, prefeituras e instituições para evitar a disseminação no território paulista.
O caruru-gigante apresenta alto potencial invasivo, elevada capacidade de disseminação e resistência comprovada a herbicidas. A ocorrência confirmada no território paulista impõe risco às cadeias produtivas estratégicas.
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