Pequenos produtores representam 54% da cafeicultura brasileira
Levantamento do Sebrae mostra maior concentração de pequenos negócios em estados fora do Sudeste
O balanço final da safra de soja 2025/2026 em Mato Grosso do Sul apontou desempenho acima das projeções iniciais, com crescimento da produtividade e da produção estadual. Os dados foram divulgados pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) em parceria com o Sistema Famasul e a Secretaria de Meio Ambiente (Semadesc).
Segundo o levantamento, a área cultivada no Estado totalizou 4,62 milhões de hectares, avanço de 2,1% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual fechou em 60,40 sacas por hectare, alta de 16,6% frente às 51,79 sacas por hectare registradas na safra 2024/2025.
Com isso, a produção total alcançou 16,744 milhões de toneladas, crescimento de 19,1% sobre as 14,06 milhões de toneladas colhidas na temporada passada. As estimativas iniciais projetavam produtividade média de 52,8 sacas por hectare e produção de 15,2 milhões de toneladas.
De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o resultado indica uma desaceleração no ritmo de expansão da área cultivada observado nos últimos anos. “Após vários anos com crescimento sustentado acima de 4% na área destinada ao cultivo da soja, a taxa de 2,1% sugere uma possível transição para um novo estágio, marcado por menor incorporação de área e maior foco em ganhos de produtividade”, afirmou.
O levantamento do Projeto Siga-MS mostrou que o desempenho estadual foi impulsionado principalmente pelas regiões norte e nordeste de Mato Grosso do Sul. A região norte apresentou a maior produtividade média, com 68,01 sacas por hectare, respondendo por 18,4% da produção estadual. Já a região sul, que concentra 60,8% da área cultivada, registrou produtividade média de 59,20 sacas por hectare. Na região central, a média ficou em 58,17 sacas por hectare.
No ranking municipal de produtividade, Alcinópolis liderou com média de 81,85 sacas por hectare em 7.846 hectares cultivados. Na sequência aparecem Costa Rica, com 76,91 sacas por hectare, Chapadão do Sul, com 75,65 sacas por hectare, e Três Lagoas, com 73,50 sacas por hectare.
Em volume produzido, Ponta Porã consolidou-se como o principal produtor estadual. O município cultivou 362,6 mil hectares de soja, obteve produtividade média de 67,5 sacas por hectare e superou 1,46 milhão de toneladas colhidas.
Maracaju aparece em seguida, com 1,28 milhão de toneladas, enquanto Sidrolândia registrou produção de 963,6 mil toneladas. Por outro lado, municípios como Bela Vista e Iguatemi apresentaram produtividade abaixo da média estadual, influenciando negativamente o indicador consolidado.
A safra foi marcada por oscilações climáticas ao longo do ciclo. O plantio começou sob estiagem e chuvas abaixo da média histórica. Em janeiro de 2026, temperaturas elevadas e déficit hídrico provocaram estresse nas lavouras, especialmente na região sul do Estado.
A recuperação parcial ocorreu entre fevereiro e março, com retorno das chuvas em áreas do centro, norte e oeste, favorecendo o enchimento de grãos e a conclusão da colheita em maio.
Segundo Gabriel Balta, os dados levantados pelo monitoramento podem auxiliar no direcionamento de investimentos, ações técnicas e políticas públicas para ampliar a eficiência produtiva das regiões agrícolas. O coordenador também destacou o papel da irrigação no aumento da produtividade em áreas que adotaram a tecnologia, apontando o manejo hídrico como fator estratégico para o avanço da produção estadual.
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