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A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informou nesta quarta-feira (24/6) que a situação do greening (HLB) está sob controle no Estado. Desde a confirmação das primeiras plantas infectadas pelo patógeno, em 8 de junho, equipes do Departamento de Defesa Vegetal e do Ministério da Agricultura (Mapa) vistoriaram mais de 500 imóveis e erradicaram cerca 200 plantas cítricas suspeitas ao redor da propriedade onde o foco da doença foi identificado, em Palmitinho, na região do Alto Uruguai.
Em um raio de 500 metros, foram vistoriados 42 imóveis e erradicadas 178 plantas cítricas. Em um raio ampliado de 2,4 quilômetros, outros 480 imóveis foram vistoriados, resultando na erradicação de mais 23 árvores cítricas. As ações seguem o Plano de Ação estabelecido com base na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening.
Nesta semana, a Secretaria da Agricultura participou de uma reunião com agricultores, viveiristas, comerciantes, indústrias, associações e representantes de órgãos públicos para discutir ações de prevenção e controle do greening. O encontro foi organizado pela prefeitura de Pareci Novo e contou com a participação de municípios vizinhos.
Segundo a Secretaria, os participantes manifestaram preocupação com as dificuldades para prevenir novos focos da doença. Durante a reunião, as autoridades apresentaram o plano de emergência, que tem como principais medidas o combate ao psilídeo Diaphorina citri — inseto transmissor da bactéria associada ao greening —, o isolamento do foco, a erradicação das plantas infectadas e o monitoramento ampliado.
“Apresentamos o plano de emergência para o foco de greening, além das demandas da cadeia produtiva e dos encaminhamentos feitos pelos produtores sobre as dificuldades na prevenção de novos focos, como a entrada de mudas irregulares de outros estados”, afirmou o diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti.
O greening, também conhecido como doença da laranja, é uma das enfermidades mais graves da citricultura mundial e afeta todas as variedades de citros. Não há tratamento eficaz para plantas infectadas. Felicetti destacou que a participação de todos os elos da cadeia é fundamental para proteger a citricultura gaúcha.
A Secretaria informou ainda que irá promover novas reuniões para elaborar propostas de combate ao greening e discutir melhorias para as condições de produção do setor.
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