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O pulgão Myzus persicae apresentou preferência por odores de indivíduos da mesma espécie infectados pelo fungo entomopatogênico Beauveria bassiana em estudo realizado no Reino Unido. O inseto não demonstrou resposta significativa ao odor do fungo cultivado isoladamente em ágar. Os resultados apontam influência do processo de infecção na comunicação química entre pulgões.
Pesquisadores da Harper Adams University, avaliaram adultos ápteros em olfatômetro de quatro braços. Um primeiro ensaio comparou ágar colonizado por Beauveria bassiana, ágar estéril e dois controles com ar filtrado. Vinte pulgões participaram do teste. A análise não encontrou diferença significativa entre os tratamentos.
O segundo ensaio avaliou odores de pulgões infectados, pulgões sadios, ágar e ar filtrado. Os cientistas realizaram 70 repetições. Cada teste durou 15 minutos.
Os pulgões permaneceram, em média, 397,5 segundos na região associada aos indivíduos infectados. O período correspondeu a 47,1% do tempo registrado nos braços do equipamento. O odor de pulgões sadios recebeu 21,2% do tempo. Os controles com ágar e ar receberam 15,4% e 16,3%, respectivamente. As diferenças entre indivíduos infectados e os demais tratamentos apresentaram significância estatística.
Segundo os cientistas, a resposta depende do contexto da exposição. A infecção pode modificar o perfil de compostos voláteis por ação do fungo e por alterações no metabolismo ou na química do hospedeiro. Os pesquisadores consideram possível aumento do contato entre indivíduos suscetíveis e propágulos infecciosos. Esse processo poderia afetar a transmissão horizontal do entomopatógeno (doi 10.1111/afe.70078).
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