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Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan identificaram um mecanismo molecular capaz de ajustar a defesa vegetal à disponibilidade de enxofre. A proteína CDK8 coordena a resposta ao jasmonato e modifica a produção de compostos defensivos em Arabidopsis thaliana. O processo permite conservar o nutriente sob condições de deficiência (DOI 10.1073/pnas.2609022123)
Em plantas com suprimento adequado de enxofre, a CDK8 estimula o acúmulo de glucosinolatos, camalexina e peptídeos defensivos ricos no elemento. Sob limitação nutricional, a proteína reduz a síntese de defensinas e glucosinolatos. Ao mesmo tempo, amplia a produção de camalexina, uma fitoalexina com menor demanda de enxofre.
A concentração de compostos defensivos com apenas um átomo de enxofre cresceu quase oito vezes nos ensaios com deficiência. A produção de moléculas com dois ou três átomos caiu. O ajuste preserva enxofre para funções sem alternativas metabólicas, como a formação de aminoácidos.
Plantas com CDK8 inativa apresentaram menores níveis de compostos sulfurados de defesa e menor resistência a pragas e doenças. Os mutantes também perderam capacidade de reorganizar a resposta imune diante da redução do nutriente.
A ativação da CDK8 amplia a imunidade induzida por jasmonato, mas impõe custos ao crescimento e à produção de sementes. Os resultados indicam um papel central da proteína no equilíbrio entre crescimento, nutrição e defesa.
O estudo ganha relevância diante da redução do enxofre disponível nos solos. Nos Estados Unidos, essa disponibilidade caiu até 86% nas últimas duas décadas. Os pesquisadores avaliam o mecanismo como base para o desenvolvimento de cultivos mais eficientes no uso do nutriente e menos vulneráveis a doenças.
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