Inmet: previsão do tempo para terça (27/10) e quarta-feira (28/10)
Chuvas atingem áreas agrícolas do Centro-Oeste e Matopiba; frio diminui no Sul, enquanto calor intenso persiste no Norte e Nordeste
O excesso de chuvas continua afetando o desenvolvimento das lavouras e o andamento das operações agrícolas no Paraná. De acordo com o boletim de Condições de Tempo e Cultivo, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), referente ao período de 20 a 26 de outubro, a umidade elevada do solo, a baixa luminosidade e as temperaturas amenas prejudicaram culturas de verão e de inverno, com impactos sobre a produtividade e a qualidade dos grãos.
A semeadura da soja avançou durante as janelas de tempo firme, e parte das áreas já foi implantada. As lavouras estão entre as fases de germinação e desenvolvimento vegetativo, com condições iniciais predominantemente satisfatórias.
No entanto, o excesso de precipitação, o encharcamento e a baixa luminosidade têm provocado lixiviação de nutrientes, redução do estande de plantas e podridões radiculares. Também há registros de erosão, danos localizados por ventos fortes e granizo e necessidade de replantio. Em algumas regiões, o avanço do plantio permanece limitado pelas condições climáticas, e novas chuvas podem comprometer a germinação das áreas recém-semeadas.
A semeadura do milho de verão avançou nos períodos de tempo firme e já está em fase avançada ou concluída em parte do estado. Embora as lavouras recém-implantadas apresentem, em geral, boa germinação, o excesso de água, a baixa luminosidade e as temperaturas amenas têm retardado o crescimento inicial. Episódios pontuais de ventos fortes e granizo também geram preocupação quanto ao potencial produtivo.
Em relação ao milho safrinha, a colheita apresenta resultados dentro do esperado em algumas regiões. Entretanto, há relatos de baixa qualidade dos grãos e de produção armazenada à espera de comercialização.
A colheita do trigo está na reta final em diversas regiões, enquanto as lavouras de aveia-branca e aveia-preta se aproximam do encerramento das operações, com áreas mais tardias ainda por colher. Na cevada, a colheita avançou com a abertura de períodos de tempo firme.
As condições adversas ao longo do ciclo, marcadas por chuvas excessivas, baixa luminosidade, temperaturas amenas e doenças de final de ciclo, comprometeram a produtividade e a qualidade dos grãos. No trigo, há registros de baixos valores de peso hectolítrico. Na aveia, o prolongamento do ciclo prejudicou o rendimento e a qualidade, enquanto, na cevada, a elevada umidade e os efeitos da erosão também afetaram a produção.
Parte dos grãos colhidos dessas culturas permanece armazenada, aguardando comercialização, em alguns casos devido à baixa qualidade.
O feijão de primeira safra está entre as culturas mais prejudicadas pelo excesso de precipitações. Lavouras implantadas no início do período recomendado pelo zoneamento apresentam danos associados a doenças radiculares favorecidas pelo encharcamento. Segundo o Deral, os comprometimentos podem ser irreversíveis, mesmo com a adoção de tratamentos fitossanitários.
Em outras áreas, o feijão das águas apresenta bom desenvolvimento, com lavouras já em floração. Novas semeaduras também avançaram durante as janelas de tempo firme, enquanto os tratos culturais seguem conforme as condições de campo permitem.
As enchentes associadas à elevação dos rios Ivaí e Paraná provocaram a inundação de áreas de arroz irrigado. A situação dificulta o escoamento da água e compromete a continuidade do cultivo. Caso os alagamentos persistam, parte das lavouras poderá precisar de replantio, ampliando os prejuízos à cadeia produtiva.
Na cana-de-açúcar, a colheita prossegue, mas as chuvas dificultam as operações e podem provocar novas interrupções. A colheita da mandioca foi retomada em algumas regiões após a redução da precipitação, embora o excesso hídrico tenha causado danos em áreas recém-cultivadas e em estruturas de conservação do solo, como curvas de nível e terraços.
Na cebola, as áreas precoces se aproximam do ponto de colheita, enquanto as mais tardias apresentam bom desenvolvimento vegetativo e formação de bulbos. A redução da área cultivada indica perspectivas favoráveis de mercado.
Os cafezais estão em fase inicial de enchimento dos grãos em algumas áreas. Em outras, os trabalhos se concentram em tratos culturais para a manutenção das lavouras e a melhoria da produção futura.
A colheita da batata de segunda safra foi concluída, e a produção segue em comercialização. Já a colheita de frutas de caroço, como pêssego, ameixa e nectarina, começou, com destaque para o pêssego, e os produtos colhidos seguem sendo comercializados.
As pastagens apresentam boa produção de massa verde e condições adequadas para alimentação de animais. Em áreas atingidas por enchentes, houve a necessidade de retirada dos animais e transferência para outros locais de pastagem.
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