PR Safra 2025/26: plantio do milho 2ª safra avança no campo

Chuvas favorecem safrinha, enquanto colheita do milho verão avança no estado

10.02.2026 | 14:16 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Deral

O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) divulgou nesta segunda-feira (10/2) o Informativo de Condições de Tempo e Cultivo referente à semana de 3 a 9 de fevereiro de 2026. O boletim traz o panorama das principais culturas agrícolas do estado, como milho, soja, cana-de-açúcar, café, feijão e fruticultura.

No período, o Paraná enfrentou instabilidade climática, com registro de temporais intensos, calor abafado e chuvas irregulares. A semana iniciada em 9 de fevereiro manteve as temperaturas elevadas e deve registrar novos episódios de instabilidade, incluindo a ocorrência de um tornado de baixa intensidade em Foz do Iguaçu e precipitações mal distribuídas entre os Campos Gerais e o Leste paranaense.

No campo, as lavouras de milho primeira safra avançam para a fase de maturação, com a colheita ganhando ritmo e registrando produtividades recordes em diversas regiões. Paralelamente, o plantio do milho segunda safra (safrinha) se intensifica, favorecido pela melhora da umidade do solo após as chuvas recentes.

A soja apresenta um mosaico de estágios fenológicos, com predominância da frutificação e avanço gradual da maturação. A colheita já começou em várias regiões, com resultados heterogêneos: enquanto algumas áreas registram altos rendimentos, outras refletem perdas causadas pelo estresse hídrico e pelas altas temperaturas observadas em janeiro. Segundo o Deral, as chuvas recentes foram decisivas para estabilizar o potencial produtivo das lavouras mais tardias, embora o manejo fitossanitário siga exigindo atenção devido à pressão de doenças e pragas.

A cana-de-açúcar mantém bom desenvolvimento vegetativo, com condições favoráveis e expectativa de que o cronograma de corte seja cumprido. Já a colheita do arroz irrigado foi interrompida em algumas regiões pelas chuvas, enquanto os produtores enfrentam um cenário de baixa rentabilidade, com preços abaixo dos custos de produção.

No café, as lavouras estão majoritariamente em frutificação, com bom enchimento de grãos favorecido pela umidade do solo. O manejo segue focado no controle da broca-do-café e de doenças fúngicas, enquanto produtores mantêm estoques à espera de melhores preços.

A safra de verão do feijão caminha para o encerramento, com colheita finalizada em algumas localidades, ao mesmo tempo em que se inicia o plantio da segunda safra. Na fruticultura, a colheita de acerola, maracujá e maçã avança, enquanto a goiaba entra em fase de maturação. O clima tem favorecido a qualidade dos frutos.

Hortaliças mantêm fluxo contínuo de colheita e abastecimento, com boa oferta nos mercados, embora a irregularidade das chuvas exija atenção ao manejo da irrigação. A colheita da mandioca segue em andamento, mas o setor demonstra preocupação com a baixa rentabilidade diante dos preços reduzidos e dos altos custos de produção.

As atividades de colheita já ultrapassam a metade da área cultivada de fumo em importantes polos produtores. Já o ritmo de comercialização ainda é lento, visto que o setor aguarda a definição dos novos protocolos de preços. As pastagens apresentam boa recuperação na maior parte do estado, favorecendo o manejo do rebanho. 

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