PR Safra 2025/26: milho avança com atraso na colheita

Deral aponta colheita de 52% da segunda safra, abaixo do ritmo do ano passado; café registra alta de 7,7% em julho

06.08.2026 | 14:13 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Deral
Foto: Rodolfo Buhrer
Foto: Rodolfo Buhrer

A colheita da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná alcançou 52% da área cultivada, enquanto a colheita de café chegou a 77%. Os dados constam no Boletim Conjuntural da Semana 32/2026, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

No milho, pouco mais de 1,5 milhão dos 2,9 milhões de hectares plantados já foram colhidos. Segundo o analista do Deral Edmar Wardensk Gervasio, o avanço dos trabalhos foi limitado pelas chuvas registradas nos últimos dias, que elevaram a umidade em algumas regiões e reduziram o ritmo da colheita. Apesar do progresso, a operação segue atrasada em relação às duas últimas safras. No mesmo período do ciclo anterior, mais de 70% da área já havia sido colhida.

Em contrapartida, o mercado apresentou melhora em julho. O preço médio recebido pelo produtor atingiu R$ 52,66 por saca de 60 quilos, alta de 2,6% em relação a junho e de 5% na comparação com julho de 2025. Ainda assim, a média dos sete primeiros meses de 2026 permanece 6% abaixo da registrada no mesmo período do ano passado.

No café, a colheita atingiu 77% da área cultivada no estado. Conforme o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho, mesmo com o elevado volume de chuvas, a alternância com períodos de tempo seco permitiu bom andamento das atividades no campo.

O avanço da colheita ampliou a oferta regional, mas não impediu a recuperação dos preços. Em julho, a saca de café beneficiado passou de R$ 1.368 para R$ 1.473, alta de 7,7%, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de desvalorização. Apesar da reação, a cotação ainda está 6,9% abaixo da registrada em julho de 2025, quando a saca era comercializada a R$ 1.565.

De acordo com o Deral, a recuperação dos preços acompanha o movimento observado nas demais regiões produtoras do país e representa um alívio para os cafeicultores, especialmente aqueles que ampliaram e modernizaram suas lavouras nos últimos anos impulsionados pelas cotações favoráveis registradas anteriormente.

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