PR Safra 2025/26: estresse hídrico preocupa sojicultores

Deral aponta desafios climáticos e avanço da colheita no estado

03.02.2026 | 15:29 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Deral

As lavouras de soja no Paraná atravessam fases críticas de floração, frutificação e enchimento de grãos, período de maior exigência hídrica, sob preocupação com estresse hídrico e temperaturas elevadas em diversas regiões. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), essas condições podem limitar o potencial produtivo. No Norte do estado, a elevada umidade na palhada favorece a pressão da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), exigindo manejo fitossanitário intensivo.

A colheita da soja já começou de forma lenta em alguns núcleos e ocorre com ritmo mais acelerado em outros, beneficiada pelo tempo seco. Há expectativa de melhoria nos resultados à medida que as máquinas avançam, embora produtores acompanhem com apreensão a queda nos preços de mercado.

No milho, a primeira safra avança para maturação e colheita, com produtividades acima das médias históricas em várias regiões e boa qualidade de grãos. Paralelamente, o plantio da segunda safra progride conforme a liberação das áreas de verão, apresentando boa germinação inicial. Em parte do estado, porém, a falta de umidade no solo e atrasos na colheita da soja começam a restringir o ritmo das semeadoras.

No arroz irrigado, a colheita segue dentro do cronograma, com áreas em boas condições fitossanitárias e de desenvolvimento. O principal desafio, entretanto, é o cenário de mercado desfavorável, com preços e políticas comerciais pressionando a rentabilidade.

A cana-de-açúcar apresenta desenvolvimento vegetativo vigoroso em parte do estado, beneficiada por manejos técnicos adequados e pela boa utilização da umidade disponível. Já o feijão da primeira safra está praticamente colhido em diversas regiões, com melhora na produtividade e recuperação de preços conforme a qualidade do grão. A segunda safra, por sua vez, enfrenta dificuldades, com semeadura limitada pela escassez de umidade no solo.

Na olericultura, o fluxo de colheita e comercialização é mantido, mas lavouras de campo aberto começam a apresentar sinais de estresse hídrico em algumas áreas, exigindo maior atenção à irrigação. A colheita da cebola foi finalizada com produtividades dentro do esperado, porém os baixos preços levaram parte dos produtores a optar pelo armazenamento.

Para a batata, os trabalhos concentram-se no preparo de solo para a segunda safra, enquanto a mandioca segue em colheita no Noroeste e Oeste, com produtividades dentro do estimado, mas com preços em queda.

A alfafa apresenta bom vigor e desenvolvimento no Norte e Noroeste, embora a continuidade da estiagem regional possa comprometer a cultura. A colheita da maçã avança com produtividades elevadas no Sul, mas produtores relatam dificuldade na contratação de mão de obra. Já o tabaco é colhido dentro da normalidade, favorecido pelo tempo firme no Sul e Sudoeste.

Nas pastagens, o quadro geral é de boa oferta de massa verde, garantindo alimentação adequada ao rebanho. Contudo, o déficit hídrico em algumas localidades do Sul e Norte acende alerta, pois a persistência da estiagem pode limitar a recuperação das áreas.

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