Bactéria degrada atrazina e nicosulfuron no solo
Cepa YB01 reduz resíduos de herbicidas e melhora atributos químicos e biológicos do solo
O avanço da agricultura regenerativa no Cerrado Mineiro será um dos destaques da Semana da Cafeicultura Moderna, que ocorre nos dias 10 e 11 de abril, em Patos de Minas (MG), com a participação da PI AgSciences. A empresa apresentará soluções voltadas ao manejo sustentável do cafeeiro, com foco no aumento da produtividade e na adaptação às mudanças climáticas.
A região tem fortalecido seu posicionamento estratégico ao incorporar práticas regenerativas que associam sustentabilidade à qualidade do café. Nesse contexto, o evento promovido por Santinato Cafés, grupo Auma e Unipam, reúne produtores e especialistas em torno de inovações voltadas ao futuro da cafeicultura.
Entre os destaques da PI AgSciences está a tecnologia PREtec (Plant Response Elicitor Technology), baseada em peptídeos e voltada à ativação de respostas naturais das plantas. A proposta é fortalecer a defesa do cafeeiro contra estresses bióticos e abióticos, reduzindo a dependência de insumos sintéticos e contribuindo para sistemas produtivos mais equilibrados.
No manejo fisiológico, o bioativador HPlant atua no estímulo ao desenvolvimento radicular e na melhoria da absorção de água e nutrientes, elevando a resiliência das plantas. Segundo a empresa, o uso da tecnologia pode resultar em incremento médio de até nove sacas de café beneficiado por hectare, além de favorecer a uniformidade de maturação e reduzir a necessidade de catação.
Já no controle de doenças fúngicas, o fungicida foliar Moshy, à base de peptídeos, surge como alternativa ao manejo convencional. Com novo modo de ação, o produto contribui para o manejo da resistência e apresenta perfil ambiental mais seguro, sem geração de resíduos.
A adoção de soluções de origem natural, aliada a práticas como a cobertura vegetal nas entrelinhas, tem sido apontada como caminho para a transição à agricultura regenerativa no café. Diante do aumento dos eventos climáticos extremos e da pressão de pragas e doenças, tecnologias desse tipo ganham espaço como estratégia para mitigar riscos e sustentar a produtividade no campo.
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