Relare debate desafios para ampliar uso de bioinsumos no Brasil
Especialistas destacam necessidade de adaptar microrganismos às condições locais e avançar em regulamentação
Genes de opsina participam de mecanismos distintos de fototaxia e preferência por cores em Myzus persicae. Pesquisadores identificaram funções específicas de MpUV1, MpUV2 e MpLW na resposta do pulgão a diferentes comprimentos de onda. Os resultados podem apoiar o desenvolvimento de estratégias de manejo baseadas na visão dos insetos.
Nos ensaios, Myzus persicae apresentou resposta fototática mais intensa à luz verde em comparação com a amarela. Em testes com superfícies coloridas, porém, os insetos preferiram o papelão amarelo.
Os cientistas clonaram e caracterizaram quatro genes de opsina: MpLW, MpUV1, MpUV2 e MpUV-Like. A irradiação ultravioleta induziu a expressão de MpUV1, MpUV2 e MpUV-Like. As luzes verde e amarela favoreceram a expressão de MpLW.
Ensaios de interferência por RNA mostraram funções específicas desses genes. A redução da expressão de MpUV1 ou MpUV2 diminuiu a resposta fototática à luz ultravioleta. A redução de MpLW diminuiu a resposta às luzes verde e amarela.
O silenciamento isolado de MpLW não alterou de forma significativa a escolha entre papelões amarelo e verde. Já o silenciamento conjunto de MpUV1, MpUV2 e MpLW reduziu a atração pelas duas cores.
Os resultados indicam mecanismos moleculares diferentes para fototaxia e preferência por cor em Myzus persicae. O sistema visual do pulgão pode utilizar estratégias específicas conforme o estímulo luminoso (doi 10.1002/ps.71240).
Opsinas são proteínas receptoras de luz presentes nas células fotorreceptoras dos olhos. Elas participam da conversão da luz em sinais elétricos e químicos processados pelo sistema nervoso. Cada tipo de opsina responde com maior eficiência a determinadas faixas do espectro luminoso, como ultravioleta, azul, verde ou comprimentos de onda mais longos.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura