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Será lançado na próxima terça-feira (27/1), em Uberaba (MG), o projeto Rede Sentinela – Observatório para Monitoramento da Cigarrinha-do-Milho. A iniciativa tem como objetivo gerar e difundir informações técnicas que auxiliem produtores do Triângulo Mineiro e do norte do estado de São Paulo no manejo da praga, considerada uma das principais ameaças à cultura do milho.
A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e a cigarrinha-africana (Leptodelphax maculigera) são insetos-praga que atuam como vetores de doenças capazes de comprometer significativamente a produtividade das lavouras. Diante desse cenário, o monitoramento sistemático desses insetos se consolida como uma ferramenta estratégica para o manejo integrado e a tomada de decisão no campo.
O trabalho de monitoramento teve início em agosto de 2025, com a instalação de pontos de coleta nos municípios de Uberaba, Uberlândia, Contagem (MG) e Barretos (SP). Cada ponto conta com uma armadilha instalada próxima às lavouras de milho, destinada à captura dos insetos. As armadilhas são avaliadas quinzenalmente e, após o lançamento oficial do Observatório, os resultados passarão a ser divulgados por meio de boletins mensais.
Segundo o professor Luan Odorizzi, docente das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) e um dos organizadores do projeto, a iniciativa surgiu a partir do fortalecimento de parcerias entre profissionais da área. “A ideia nasceu durante uma visita da pesquisadora Gabriela Vieira, da JuliAgro, à Fazu. A partir das conversas, entendemos que o monitoramento da cigarrinha-do-milho seria um trabalho relevante para a região. Convidamos outros profissionais e estruturamos o projeto”, explica.
Pela Fazu, a coordenação do projeto é realizada pelos professores Diego Fraga e Luan Odorizzi, com o apoio de alunos do curso de Engenharia Agronômica. De acordo com Fraga, a proposta inicial previa a instalação das armadilhas apenas em Uberaba, Uberlândia e Barretos, mas o interesse de novos parceiros permitiu a ampliação dos pontos de monitoramento já na primeira etapa do trabalho.
Ainda neste semestre, a Fazu deve oficializar a Rede Sentinela como projeto de Extensão Universitária, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão, além de ampliar o alcance das informações geradas junto ao setor produtivo.
O projeto é uma realização da Fazu, em parceria com as empresas JuliAgro, ColeAgro e a startup FitoWise, e conta com o apoio do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), da Algar Farming e da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O evento de lançamento tem patrocínio da Access Biotech, AgriBela, Grupo Innovar, JuliAgro e RenovAgro.
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