Moscas-das-frutas variam entre ambientes secos da Argentina

Estudo registra diferenças na composição das espécies e picos populacionais no verão e no outono

26.08.2026 | 10:52 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: USDA Agricultural Research Service - Bugwood
Foto: USDA Agricultural Research Service - Bugwood

Levantamento realizado em três ambientes secos do noroeste da Argentina identificou diferenças na composição das comunidades de moscas-das-frutas da família Tephritidae. O estudo registrou 1.006 insetos, distribuídos em sete espécies nativas e uma exótica. A amostragem ocorreu entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024, na província de La Rioja.

Pesquisadores instalaram 18 armadilhas do tipo McPhail em áreas de vegetação natural do Chaco Seco, da Floresta Montana do Chaco e do Monte de Sierras y Bolsones, seis em cada ambiente. As armadilhas receberam proteína hidrolisada com bórax e permaneceram ativas durante 17 períodos de coleta.

Maior abundância

Rhagoletotrypeta xanthogastra apresentou a maior abundância, com 368 indivíduos. Cerca de 87% dos exemplares da espécie foram capturados no Chaco Seco. Anastrepha fraterculus somou 363 indivíduos e ocorreu nos três ambientes. A praga predominou no Monte e na Floresta Montana do Chaco, onde respondeu por 59% e cerca de metade das capturas locais, respectivamente.

O gênero Rhagoletotrypeta dominou o total de insetos coletados. Rhagoletotrypeta parallela teve maior ocorrência na Floresta Montana do Chaco, enquanto Rhagoletotrypeta pastranai apresentou maior presença no Monte. O trabalho também registrou Anastrepha alveatoides pela primeira vez na província de La Rioja.

Ceratitis capitata, espécie exótica e praga de importância quarentenária, representou 2,2% das capturas. Os pesquisadores registraram a espécie apenas no Monte e na Floresta Montana do Chaco.

Maiores níveis

A abundância total atingiu os maiores níveis no fim do verão e no outono. As capturas caíram até valores próximos de zero no inverno. A composição das comunidades também variou entre os ambientes: as diferenças foram estatisticamente significativas nas comparações entre o Chaco Seco e cada um dos outros dois ambientes, com maior contraste em relação ao Monte, mas não entre a Floresta Montana do Chaco e o Monte.

Os resultados ampliam o conhecimento sobre tefritídeos em áreas áridas e semiáridas e fornecem informações para estudos sobre distribuição, dinâmica populacional e manejo de espécies de importância agrícola (doi 10.3390/insects17090895).

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