Pequenos produtores ganham destaque na Bahia Farm Show
Evento reforça inclusão com caravanas e pavilhão em área central
A mosca-branca Bemisia tabaci MEAM1 completa o ciclo em genótipos de eucalipto e apresenta variação no desempenho biológico conforme o hospedeiro. Resultado de estudo apontou potencial de adaptação em sistemas florestais.
Cientistas baseados em São Paulo avaliaram tempo de desenvolvimento e viabilidade em Eucalyptus camaldulensis e no híbrido Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis. A soja entrou como padrão de comparação. Os ensaios ocorreram em laboratório com temperatura de 26 ºC e fotoperíodo de 14 horas.
A soja apresentou ciclo mais rápido em todas as fases. O período de ovo a adulto ficou em torno de 21 dias. Em Eucalyptus camaldulensis houve valor intermediário, com cerca de 23 dias. O híbrido registrou o maior tempo, acima de 25 dias.
A viabilidade seguiu o mesmo padrão. A soja atingiu cerca de 91% de sobrevivência total. Em Eucalyptus camaldulensis, o desempenho foi próximo, com 83%. O híbrido reduziu a viabilidade para aproximadamente 71%.
A fase de ovo manteve viabilidade elevada em todos os hospedeiros, acima de 96%. A diferença ocorreu na fase ninfal. O híbrido reduziu a sobrevivência em cerca de 20% em relação à soja.
Os dados indicam influência do hospedeiro sobre o desenvolvimento, principalmente na fase ninfal. Compostos químicos do eucalipto podem afetar o inseto durante a alimentação no floema.
Apesar da menor performance, os dois genótipos permitiram desenvolvimento completo. O resultado sugere possibilidade de uso do eucalipto como hospedeiro alternativo em paisagens agroflorestais.
Os cientistas recomendam estudos em campo para avaliar impacto populacional e interação com inimigos naturais.
O estudo foi desenvolvido por Luis Gustavo Talarico Rubim, Anna Mara Ferreira Maciel, André Luiz Lourenção, Alexandre Coutinho Vianna Lima e Wesley Augusto Conde Godoy.
Mais informações em doi.org/10.1111/afe.70053
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