Micropep pede registro de biofungicida peptídico no Brasil

Promisin mira doenças da soja e faz parte da estratégia regulatória da empresa na América do Sul

23.06.2026 | 14:54 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Georgie Smith
Foto: Micropep
Foto: Micropep

A Micropep Technologies protocolou dossiês regulatórios no Brasil e no Paraguai para o Promisin, biofungicida à base de peptídeos desenvolvido para o controle de doenças fúngicas (MPD-01). Os pedidos marcam o início da estratégia regulatória do produto na América do Sul. A empresa informou também planos de submissões nos Estados Unidos e na União Europeia.

Segundo comunicado da Micropep, o Promisin atua em amplo espectro e se integra a sistemas agrícolas já usados no campo. A empresa afirma que o produto contém um novo ingrediente ativo e adota modo de ação biológico baseado em peptídeos antimicrobianos. A companhia também declara que a formulação considera desempenho agronômico, escala de produção e custo compatível com culturas extensivas.

A Micropep informa que desenvolveu o produto ao longo de mais de três anos. A empresa cita um programa global com mais de 200 ensaios de campo na Europa, na América do Norte e na América do Sul. Segundo a companhia, os testes ocorreram sob alta pressão de doenças e indicaram eficácia do Promisin tanto em uso isolado quanto em programas convencionais de proteção de cultivos.

O produto mira doenças fúngicas relevantes da soja. A Micropep cita ferrugem-asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi; mancha-alvo, causada por Corynespora cassiicola; e crestamento foliar por Cercospora kikuchii. A empresa afirma que o Promisin pode compor programas de pulverização em combinação com outras ferramentas de manejo.

O comunicado atribui o modo de ação à desorganização de membranas celulares dos fungos. A Micropep apresenta essa característica como apoio ao manejo de resistência. A empresa associa a proposta ao aumento da pressão de seleção sobre fungicidas e à evolução das exigências regulatórias.

A companhia também destaca o custo como ponto central da proposta. Segundo a Micropep, o Promisin busca enfrentar uma barreira atribuída a gerações anteriores de biocontroles, com preço mais alto para culturas extensivas. Georg Goeres, diretor-executivo da empresa, declarou que o produto foi concebido para entregar eficácia com estrutura de custo adequada a esse segmento.

O Promisin deriva da plataforma Krisalix, usada pela Micropep para descoberta e desenho de soluções peptídicas para proteção de cultivos. A empresa informa que mantém um portfólio de candidatos voltados a plantas daninhas invasoras, patógenos de plantas e insetos-praga.

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