Mercado Agrícola - 24.fev.2026

Soja, milho e trigo avançam com apoio do clima no Hemisfério Norte

24.02.2026 | 16:11 (UTC -3)
Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

O mercado internacional sustenta as cotações da soja, milho e trigo diante de inverno rigoroso no Hemisfério Norte e ritmo forte de exportações brasileiras. A soja em Chicago testa US$ 11,40 no contrato março e US$ 11,70 no julho. O milho mantém patamares acima de US$ 4,20 no spot. O trigo novembro ronda US$ 6.

A China segue em feriado do ano novo lunar. O mercado projeta retomada das compras após o período. Nos Estados Unidos, a Suprema Corte barrou o novo pacote de tarifas. Na sequência, o governo anunciou alíquotas de 10% e 15%, já em vigor.

O dólar recua e trabalha próximo de R$ 5,15. A relação de troca melhora para o produtor com soja valorizada em dólar e câmbio mais baixo.

A colheita da soja no Brasil alcança cerca de 45%. Mato Grosso lidera com quase 70%. Paraná soma perto de 38%. Mato Grosso do Sul e Goiás registram 30%. Bahia atinge 25%. Londrina marca 40%. Chuvas nos estados centrais dificultam os trabalhos.

A comercialização da safra passada atingiu 167 milhões de toneladas de um total de 171,5 milhões. O volume representa 97,4%. A média histórica marca 98%. A safra atual registra 36% negociado. No ano passado, o índice alcançava 44%. A média aponta 43%.

Dados da Secex indicam 4,84 milhões de toneladas de soja embarcadas nas três primeiras semanas de fevereiro. Em fevereiro do ano passado, o total chegou a 6,4 milhões. O acumulado de 2026 soma mais de 5,9 milhões, acima das 5,5 milhões do mesmo período anterior. O farelo ultrapassa 1,5 milhão de toneladas em três semanas. O complexo soja embarcou 9,9 milhões de toneladas no ano. No mesmo intervalo de 2025, o volume alcançou 8,3 milhões. O faturamento do complexo soma US$ 2,508 bilhões nas três semanas de fevereiro, o equivalente a R$ 13 bilhões.

Situação do milho

No milho, o mercado monitora o clima nos Estados Unidos, Canadá, Rússia e Ucrânia. Nevascas persistem e ampliam risco de atraso no plantio da nova safra. O contrato setembro 2026 trabalha perto de US$ 4,50. O setembro 2027 alcança US$ 4,80.

A colheita do milho de verão atinge cerca de 40%. Uruguaiana lidera com 60%. Santa Catarina marca 45%. Paraná supera 30%. O plantio da safrinha alcança 55%. Mato Grosso soma 70%. Paraná registra 55%. Mato Grosso do Sul marca 45%. Goiás atinge 40%.

A safrinha passada produziu 113,3 milhões de toneladas. O mercado negociou 100 milhões, ou 88,3%. A média histórica indica 90%. O produtor mantém 26,1 milhões de toneladas entre estoques da safrinha anterior, verão passado e atual. A exportação soma 1,348 milhão de toneladas nas três semanas de fevereiro. O acumulado de janeiro e fevereiro alcança 5,6 milhões, acima das 4,7 milhões do ano anterior. O faturamento de fevereiro soma US$ 301,5 milhões.

Situação do trigo

No trigo, o inverno intenso no Hemisfério Norte pressiona as lavouras de primavera. O contrato novembro em Chicago ronda US$ 6. Posições de 2027 superam US$ 6,20. No mercado interno, o Rio Grande do Sul negocia entre R$ 1.075 e R$ 1.100 por tonelada. O Paraná trabalha entre R$ 1.160 e R$ 1.200. Moinhos retomam compras.

Situação do arroz

O arroz inicia a colheita no Rio Grande do Sul. A safra indica queda de área e produção. O volume pode ficar abaixo de 11 milhões de toneladas, 1,8 milhão a menos que no ano passado. O arroz 58% inteiros gira em torno de R$ 55 na Fronteira Oeste. O país embarcou mais de 63 mil toneladas de arroz em casca e 43,4 mil de beneficiado em fevereiro.

Situação do feijão

O feijão mantém valorização. O carioca nobre alcança R$ 330 por saca. Produtores projetam R$ 350 em março. O carioca comercial oscila entre R$ 300 e R$ 315. O feijão preto varia de R$ 180 a R$ 205, com negócios pontuais acima de R$ 220. A oferta reduzida sustenta o movimento.

Por Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

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