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A alta do petróleo, os problemas climáticos nos Estados Unidos e o avanço das exportações brasileiras deram suporte aos mercados de soja, milho e trigo. O petróleo WTI superou US$ 85 por barril, enquanto o Brent passou de US$ 90 e voltou a se aproximar de US$ 100. O movimento ocorre em meio à crise envolvendo o Irã e às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A valorização da energia ampliou o suporte às demais commodities.
Nos Estados Unidos, excesso de chuva e inundações em diferentes regiões também pressionaram as cotações agrícolas. A soja em Chicago alcançou seu melhor momento do ano. Algumas posições chegaram aos maiores níveis em mais de dois anos. Os contratos ficaram na faixa de US$ 12,20 por bushel ou acima desse patamar. O mercado manteve firmeza nas posições de curto e médio prazo, com suporte também nos vencimentos até setembro de 2027.
No Brasil, a soja acompanhou o movimento. Os preços nos portos variaram entre R$ 154 e R$ 160 por saca, conforme o mês de entrega. A comercialização da safra atual alcançou 79%. No ano anterior, o índice chegava a 81%. A média também fica em 81%.
O produtor ainda mantém volume elevado de soja disponível. O estoque nas mãos dos agricultores soma cerca de 37,9 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, o volume alcançava 32,3 milhões de toneladas.
A negociação da nova safra chegou a 35%. No ano passado, atingia 37%, enquanto a média alcança 38%. O volume já negociado soma 65,1 milhões de toneladas.
O milho também recebeu suporte do mercado internacional. Avaliações do circuito Pro Farmer apontaram prejuízos em lavouras dos Estados Unidos. Chicago reagiu. O contrato de setembro passou da região de US$ 4,30 para cerca de US$ 4,80 por bushel em aproximadamente duas semanas. As posições de julho de 2027 alcançaram a faixa de US$ 5,30.
No mercado brasileiro, as exportações de milho superaram três milhões de toneladas e seguem em aceleração. Os preços nos portos ficaram entre R$ 71 e R$ 74 por saca para posições entre setembro e novembro. A B3 também avançou. O vencimento de março de 2027 superou R$ 81 por saca.
A colheita da segunda safra de milho chegou a 92%. No ano passado, alcançava 95% no mesmo período. Mato Grosso concluiu os trabalhos. O Paraná chegou a 85%. Goiás e Mato Grosso aparecem próximos de 88% conforme os dados apresentados na fonte. O plantio da primeira safra começou no Sul, ainda em ritmo reduzido. O avanço deve ganhar força a partir da próxima semana.
O trigo também registrou valorização. O vencimento de setembro se aproximou de US$ 7 por bushel, depois de superar US$ 6,80. As posições a partir do fim de dezembro ficaram acima de US$ 7. Março de 2027 passou de US$ 7,20.
Esses valores elevam o custo de importação para o Brasil. O trigo importado pode superar R$ 1.900 por tonelada nos níveis indicados. Dificuldades no abastecimento russo e os efeitos da guerra sustentam esse movimento. No mercado interno, os negócios aparecem entre R$ 69 e R$ 71 por saca no Rio Grande do Sul e entre R$ 72 e R$ 76 no Paraná.
As primeiras áreas de trigo começaram a entrar em colheita, principalmente no Paraná. O clima reduziu parte do potencial produtivo das lavouras. A qualidade sofreu impacto menor, conforme a avaliação apresentada.
O arroz manteve firmeza no Rio Grande do Sul. Os indicativos variaram de R$ 75 a R$ 82 por saca. O produtor vende apenas volumes pontuais, enquanto o varejo mantém reposições. Norte e Nordeste puxam a demanda. As indústrias ampliam o atendimento a essas regiões, com reflexos também nos preços dos fardos.
O feijão carioca interrompeu o movimento de baixa. O produto nobre, linha nove ou superior, chegou a R$ 250 por saca no período de maior pressão. Os novos indicativos variam entre R$ 280 e R$ 325. Acima de R$ 300, a expectativa apresentada aponta retorno gradual dos produtores às vendas.
O feijão carioca comercial também reagiu. Depois de oscilar entre R$ 220 e R$ 240 por saca na semana anterior, passou para uma faixa de R$ 255 a R$ 290. Produtores buscam valores de R$ 300 ou mais.
O feijão-preto apresentou poucas mudanças. Os preços variaram entre R$ 195 e R$ 225 por saca. No varejo, marcas comerciais de feijão carioca e preto mantiveram valores entre R$ 6 e R$ 10 por quilograma nesta semana.
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