Inmet: previsão do tempo entre os dias 19 a 26 de outubro de 2026
Volumes podem superar 200 mm em pontos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná ao longo da semana
O plantio da soja alcançou 43% da área prevista no Brasil, enquanto a comercialização antecipada da safra 2026/27 atingiu 39,5% da produção estimada, equivalente a cerca de 73 milhões de toneladas. Há potencial de colheita entre 185 milhões e 190 milhões de toneladas, acima dos 181,6 milhões de toneladas previstos no primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Mato Grosso lidera a semeadura, com 60% da área plantada. O Paraná registra 55%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 45%, e Goiás, com 40%. Rondônia ultrapassou 50%, enquanto São Paulo se aproxima desse percentual. O plantio também avança em Minas Gerais, no Norte, no Nordeste e no Rio Grande do Sul. Existe a possibilidade de a área nacional alcançar 50 milhões de hectares, ante os 49,3 milhões de hectares projetados pela Conab.
Na safra anterior, a comercialização da soja chegou a 82,2%, abaixo dos 84,1% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 84%. Permanecem com os produtores cerca de 32,1 milhões de toneladas. Para a nova safra, o índice de venda antecipada de 39,5% aproxima-se dos 39,8% de um ano antes e da média de 40,6%. A estimativa de produção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para o Brasil alcança 186 milhões de toneladas.
As exportações brasileiras de soja em grão somaram cerca de 3,8 milhões de toneladas nos primeiros 11 dias úteis de outubro. A avaliação de mercado aponta a possibilidade de embarques superiores a 7 milhões de toneladas no mês. No acumulado do ano, as vendas externas chegaram a 104 milhões de toneladas, ante 96,9 milhões de toneladas no período equivalente de 2025. O complexo soja acumulou 128,5 milhões de toneladas exportadas, incluindo aproximadamente 22,2 milhões de toneladas de farelo e 2,3 milhões de toneladas de óleo.
Nos Estados Unidos, a colheita da soja alcançou 64% da área, ante 46% na semana anterior e 65% no mesmo período do ano passado. As lavouras em maturação chegaram a 96%. O avanço da colheita e a entrega de contratos pressionam as cotações em Chicago.
No milho, o plantio da safra brasileira de verão atingiu 88% da área, acima dos 80% do ano passado e da média de 82%. Estima-se 4,5 milhões de hectares cultivados e produção próxima de 32 milhões de toneladas. A comercialização enfrenta oferta elevada. Aproximadamente 70 milhões de toneladas de milho ainda estão nas mãos dos produtores, considerando volumes disponíveis para negociação até o próximo ano.
As exportações brasileiras de milho somaram pouco mais de 2,8 milhões de toneladas nos primeiros 11 dias úteis de outubro. No acumulado do ano, chegaram a 22,6 milhões de toneladas, abaixo dos 26,7 milhões de toneladas embarcados no mesmo intervalo do ano anterior. Nos Estados Unidos, a colheita avançou de 33% para 44% da área, abaixo da média de 52%. A maturação alcançou 95% das lavouras.
O trigo apresenta sinais de sustentação das cotações. Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno atingiu 63%, contra 51% na semana anterior e média de 69%. Ocorrem dificuldades logísticas para embarques na região do Mar Negro. No mercado brasileiro, os lotes são negociados perto de R$ 1.470 por tonelada no Rio Grande do Sul e entre R$ 1.560 e R$ 1.570 por tonelada no Paraná. Os preços de balcão no Paraná variam de R$ 79 a R$ 84 por saca.
No arroz, o plantio gaúcho ultrapassou 50% da área, com avanço de 75% na Fronteira Oeste. O mercado registra negociações lentas e pressão sobre os preços. As referências variam de R$ 78 a R$ 79 para parte do arroz negociado na Fronteira Oeste, enquanto outras indicações recuaram para R$ 76. Pode ocorrer redução da área cultivada no Rio Grande do Sul. No Tocantins, produtores podem ampliar a área em até 10 mil hectares, para aproximadamente 105 mil hectares.
O feijão apresenta perspectiva de oferta menor e preços em recuperação. A análise menciona redução da área e perdas nas lavouras do Sul. O carioca nobre apresenta preços de R$ 305 a R$ 315 por saca em Goiás e Minas Gerais e de R$ 320 a R$ 350 em São Paulo. O carioca comercial varia de R$ 280 a R$ 295 nos mercados goiano e mineiro e de R$ 305 a R$ 320 no paulista. O feijão-preto registra indicações de R$ 265 a R$ 280 por saca. Há risco de disponibilidade restrita de feijão no início de 2027.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura