Mercado de defensivos da soja cresce 6% no Brasil
Área plantada e maior intensidade de aplicações elevam faturamento, aponta estudo da Kynetec Brasil
O mercado internacional da soja inicia a semana com atenção ao conflito envolvendo o Irã e aos efeitos sobre as negociações globais. Em Chicago, a soja mantém suporte em 11,50 dólares por bushel. A resistência começa a ganhar força perto de 12 dólares por bushel, principalmente nas posições de 2026 e 2027. Esse comportamento sustenta preços futuros próximos de 12 dólares por bushel, com leve valorização em relação ao mercado presente. O movimento favorece a leitura para a nova safra brasileira e mundial.
Nos Estados Unidos, o plantio da soja chegou a 87 por cento da área prevista. Na semana anterior, o índice atingia 79 por cento. No mesmo período do ano passado, alcançava 83 por cento. A média histórica soma 80 por cento. O avanço indica ritmo acima da média e acima do registrado no ciclo anterior.
Illinois, maior estado produtor de soja dos Estados Unidos, plantou 89 por cento da área. Na semana anterior, o índice chegava a 84 por cento. No ano passado, também alcançava 84 por cento. A média histórica soma 85 por cento. Em Iowa, o plantio chegou a 95 por cento. Na semana anterior, atingia 90 por cento. No ano passado, alcançava 95 por cento. A média histórica soma 91 por cento.
A germinação da soja norte-americana chegou a 65 por cento. Na semana anterior, somava 49 por cento. No ano passado, atingia 61 por cento. A média histórica fica em 57 por cento. Em Illinois, 75 por cento das lavouras germinaram, ante média de 68 por cento. Em Iowa, o índice chegou a 74 por cento, ante média de 67 por cento. Os números mostram safra adiantada, com clima favorável, plantio dentro da normalidade e germinação acima da média.
O USDA também divulgou o primeiro levantamento de qualidade das lavouras de soja. As áreas em condição excelente somam 9 por cento. As lavouras boas representam 57 por cento. As áreas regulares chegam a 29 por cento. As lavouras ruins somam 4 por cento. As áreas péssimas representam 1 por cento. Com isso, 66 por cento das lavouras aparecem em condição boa ou excelente. No ano passado, esse grupo somava 67 por cento.
No Brasil, a comercialização da safra colhida de soja passa de 64,5 por cento. No ano passado, o índice superava 67,5 por cento. A média passa de 68,5 por cento. A venda da safra nova avançou para pouco mais de 16 por cento, mas segue abaixo dos 22 por cento registrados no ano passado e dos 25 por cento da média. A tendência indicada no comentário aponta avanço da comercialização da safra nova durante a semana.
O mercado de fertilizantes perdeu espaço para quedas de preço no curto prazo. A volta das tensões nas negociações envolvendo o Irã reduziu as chances de recuo nas cotações. Há indicativo de falta de enxofre na China para produção de fertilizantes. Esse cenário aumenta a pressão sobre o mercado, com menor força exportadora chinesa e maior retenção para atendimento interno.
A Rússia também pressiona preços em função da alta do petróleo. O conjunto formado por tensão geopolítica, menor oferta chinesa e petróleo mais caro limita o fôlego baixista dos fertilizantes. Esse quadro pesa sobre produtores brasileiros, no momento em que cresce a busca por insumos para a nova safra.
No milho, o USDA informou plantio de 93 por cento da área nos Estados Unidos. A média histórica soma 92 por cento. Em Iowa, o plantio alcançou 97 por cento, ante média de 96 por cento. A germinação chegou a 76 por cento no país. A média histórica soma 74 por cento. Os dados indicam andamento normal da safra norte-americana de milho.
A qualidade das lavouras de milho também mostra boa condição inicial. As lavouras excelentes somam 10 por cento. As boas representam 57 por cento. As regulares chegam a 28 por cento. As ruins somam 4 por cento. As péssimas representam 1 por cento. Assim, 67 por cento das lavouras aparecem em condição boa ou excelente. No ano passado, o índice chegava a 69 por cento.
No Brasil, a colheita do milho começa no Mato Grosso. As primeiras áreas apresentam boa produtividade. Porém, isso pode não ser a regra para as próximas. As lavouras colhidas neste momento foram plantadas no fim de janeiro e no começo de fevereiro. As áreas plantadas entre 10 de fevereiro e 25 de fevereiro sofreram maior impacto climático. Em várias regiões, as lavouras plantadas em março receberam benefício de chuvas tardias.
A safra brasileira de milho segue dentro da normalidade no início da colheita. Os negócios permanecem escassos. Grandes compradores priorizam o recebimento de contratos antes de retomar compras. Com isso, há pouco milho disponível no mercado físico. O comprador adquire lotes pontuais, mas evita forçar as cotações.
No sorgo, o plantio norte-americano chegou a 44 por cento. Na semana anterior, alcançava 36 por cento. No ano passado, somava 45 por cento. A média histórica também fica em 45 por cento. Em Kansas, principal estado produtor, o plantio atingiu 26 por cento, mesmo índice da média histórica. No Texas, chegou a 84 por cento, ante média de 83 por cento.
Produtores de sorgo seguem indicando redução de área nos Estados Unidos. A queda pode limitar a oferta exportável norte-americana. Esse cenário mantém uma possível janela de exportação para o sorgo brasileiro, no momento em que a colheita nacional deve começar nos próximos dias.
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