RS Safra 2025/26: chuvas atrasam colheita da soja
Umidade elevada reduz qualidade dos grãos e amplia perdas em áreas do estado
O mercado internacional opera com cautela diante de incertezas geopolíticas e preços elevados de energia. O petróleo mantém patamar acima de US$ 90 por barril. Esse cenário sustenta custos e limita quedas no curto prazo.
O plantio nos Estados Unidos avança acima da média. A soja atinge cerca de 10% da área semeada, contra 4% no mesmo período do ano passado. O milho chega a 9%, também acima da média histórica. O ritmo maior na soja indica possível migração de área. O clima melhora no cinturão agrícola. A elevação de temperatura favorece avanço das máquinas.
Na Bolsa de Chicago, a soja encontra suporte próximo de US$ 11,60 por bushel. As resistências limitam ganhos perto de US$ 12. O farelo sustenta parte da demanda global. Já o óleo perde força com a acomodação do petróleo.
No Brasil, a colheita alcança 93% da área. Estados centrais registram produtividades elevadas. O Rio Grande do Sul confirma perdas. A produção nacional deve ficar próxima de 180 milhões de toneladas.
A comercialização segue lenta. Apenas 56% da safra possui negociação, abaixo do padrão histórico. O volume disponível nas mãos do produtor supera 79 milhões de toneladas. Esse estoque pressiona o mercado.
Os contratos futuros ganham espaço. Operações de barter avançam com prêmios entre R$ 10 e R$ 15 acima do mercado disponível. Mesmo assim, a venda antecipada da nova safra alcança apenas 5%. O ritmo segue atrasado frente ao padrão.
As exportações mantêm fluxo elevado. Os embarques já somam cerca de 9 milhões de toneladas em abril. A projeção indica volume acima de 16 milhões no mês.
Nos portos, os preços recuam. As indicações variam de R$ 128 a R$ 134 por saca, abaixo dos níveis recentes.
No milho, o mercado acompanha o cenário externo. Chicago mantém o cereal próximo de US$ 4,50 no curto prazo. No Brasil, a colheita da primeira safra se aproxima de 90%. A segunda safra enfrenta risco climático. Previsões indicam período seco no Centro-Oeste. A redução de chuvas pode limitar produtividade e sustentar preços.
O trigo apresenta reação. A oferta global restrita e problemas de qualidade elevam cotações. No Brasil, preços já alcançam R$ 1.200 por tonelada no Sul. A área plantada deve cair. A menor produção deve ampliar a necessidade de importação.
No arroz, a colheita atinge 85% no país. A produção deve ficar perto de 11 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior. As exportações crescem e sustentam o escoamento.
O feijão registra leve recuperação. A oferta restrita e dúvidas sobre a segunda safra impulsionam preços. O tipo carioca de melhor qualidade alcança até R$ 350 por saca.
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