Distribuição de insumos agropecuários fatura R$ 171 bi em 2025
Setor responde por 47% dos insumos que chegam aos produtores brasileiros, aponta pesquisa Andav e Cepea
O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa da safra norte-americana de soja e apontou avanço da demanda mundial por grãos. O órgão também indicou maior consumo de milho, redução dos estoques globais de trigo e oferta mais ajustada de arroz. No Brasil, exportações de soja e milho mantêm ritmo elevado, enquanto produtores avançam na comercialização e se preparam para os próximos plantios.
Nos Estados Unidos, mais de 95% das lavouras de soja chegaram ao florescimento. No mesmo período do ano passado, o índice alcançava 93%. A formação de vagens atingiu 77%, ante 72% um ano antes. As lavouras classificadas entre boas e excelentes somam 62%.
O USDA elevou a área plantada com soja para 35,1 milhões de hectares. A estimativa anterior indicava 34,5 milhões de hectares. Em contrapartida, a produtividade recuou para cerca de 3,5 toneladas por hectare.
Com o aumento de área, a produção dos Estados Unidos passou de 121,8 milhões para 122,99 milhões de toneladas. O acréscimo chega a aproximadamente 1,2 milhão de toneladas.
A produção mundial de soja alcança projeção de 442,3 milhões de toneladas. O consumo mundial chega a 443 milhões de toneladas. A demanda cresce cerca de 13 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior. Esse avanço ajuda a sustentar as cotações em Chicago, segundo as informações apresentadas no comentário de mercado.
Para a nova temporada, o USDA manteve a projeção brasileira em 186 milhões de toneladas. A Argentina aparece com 50 milhões de toneladas e o Paraguai, com 11,1 milhões. A China tem produção estimada em 21 milhões de toneladas e importações de 115 milhões de toneladas. O consumo chinês alcança 136 milhões de toneladas.
A comercialização da safra brasileira de soja alcança 77%. No ano anterior, o índice chegava a 79%. A média também corresponde a 79%. Cerca de 41,4 milhões de toneladas permanecem nas mãos dos produtores.
Na safra nova, as vendas alcançam 33%. No ano passado, o índice marcava 35%, ante média de 36%. O volume negociado soma aproximadamente 61,4 milhões de toneladas.
O relatório trouxe um cenário mais favorável ao milho. A área norte-americana cresceu de 38,5 milhões para quase 39,1 milhões de hectares. A produtividade recuou após condições desfavoráveis em julho.
A produção dos Estados Unidos passou para 406,75 milhões de toneladas, ante 406,42 milhões na estimativa anterior. O avanço representa cerca de 330 mil toneladas.
A produção mundial de milho foi projetada em aproximadamente 1,299 bilhão de toneladas. O comentário de mercado aponta consumo elevado e redução dos estoques globais, condição vista como suporte para as cotações.
Para a safra 2026/27, o USDA estimou produção de 55 milhões de toneladas na Argentina e 139 milhões no Brasil. A Rússia aparece com 17,2 milhões e a Ucrânia, com 31,8 milhões de toneladas.
Na União Europeia, a estimativa caiu de 53,8 milhões para 50,2 milhões de toneladas. No ciclo anterior, o bloco colheu 56,8 milhões de toneladas. As informações apresentadas também registram avaliações no mercado europeu sobre possibilidade de perdas superiores às incorporadas pelo USDA.
No Brasil, a colheita do milho safrinha alcançou 78%. Mato Grosso concluiu os trabalhos. O Paraná apresentava pouco mais de 60% colhido. O avanço nacional permanece abaixo do registrado no ano passado.
O USDA também reduziu a estimativa da safra mundial de trigo. A produção passou de 820 milhões para 819,3 milhões de toneladas. O consumo avançou de 826,1 milhões para 826,3 milhões.
Os estoques mundiais recuaram de cerca de 280 milhões para 273 milhões de toneladas. Na União Europeia, a produção caiu de 136 milhões para 134 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, a projeção passou de 41,8 milhões para 41,6 milhões.
Para o Brasil, a estimativa da safra 2026/27 caiu de 6,7 milhões para 6,1 milhões de toneladas. A Rússia manteve produção de 88,5 milhões, mas teve a estimativa de exportação reduzida de 47,5 milhões para 46 milhões. A exportação da Ucrânia também sofreu corte.
A produção mundial de arroz também recua. Depois do recorde de 545,5 milhões de toneladas na safra anterior, a projeção da nova temporada caiu para 537,3 milhões. Os estoques passam de 198,2 milhões para 192,6 milhões de toneladas. O consumo mundial supera 543 milhões de toneladas, acima do volume produzido.
O mercado também acompanha a possível redução de área no Paraguai. As estimativas citadas variam entre 150 mil e 180 mil hectares, ante potencial de 240 mil hectares. Argentina e Uruguai também apresentam indicativos de redução de área. No Rio Grande do Sul, as projeções mencionadas apontam queda entre 5% e 15%.
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