Mercado Agrícola - 13.fev.2026

Soja sobe em Chicago com apoio dos derivados e perdas na safra brasileira

13.02.2026 | 17:59 (UTC -3)
Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

O mercado internacional da soja reagiu nesta semana. Chicago voltou a subir. Os contratos superaram US$ 11 por bushel. Farelo e óleo puxaram a alta. O inverno rigoroso no Hemisfério Norte elevou o consumo de ração e de óleo vegetal. A Índia entrou no mercado comprador de óleo. O movimento sustentou os derivados e deu suporte ao grão.

No Brasil, os prêmios recuaram. As cotações em reais variaram pouco. A demanda chinesa perdeu força na semana. O foco voltou para a safra brasileira.

A colheita avança sob problemas climáticos. O Mato Grosso enfrenta excesso de chuva e registra perdas. A Conab apontou redução de cerca de 3 milhões de toneladas no Estado frente ao ano passado. No Rio Grande do Sul, a estimativa caiu para pouco mais de 20 milhões de toneladas. O potencial inicial chegava a 25 milhões. A seca no Sul comprometeu lavouras.

A Conab indicou safra próxima de 178 milhões de toneladas. O USDA elevou a projeção para 180 milhões em fevereiro. O mercado questionou o número. As estimativas privadas variam de 175 a 180 milhões.

A colheita alcança 25% da área nacional. O Mato Grosso lidera com cerca de 50% colhido. Rondônia atinge 35%. O Paraná soma 28%. Goiás e Bahia marcam 12%. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não ganhou ritmo.

A comercialização da safra passada atinge 96,2% do volume colhido. O índice segue próximo da média histórica. A safra nova registra 34,5% negociada. O percentual fica abaixo do ano passado e da média. Produtores seguram parte do volume. Dívidas vencem até maio e podem acelerar vendas.

Os embarques avançam. O país já soma perto de 4 milhões de toneladas em fevereiro. No mesmo período do ano passado, o volume alcançava 3 milhões. A expectativa supera 7 milhões no mês.

Situação do milho

O milho acompanha a soja. Chicago sustenta alta com apoio da demanda por ração. O mercado trabalha com consumo mundial acima da produção. Persistem dúvidas sobre a safrinha no Brasil. Parte do plantio ocorre no fim da janela ideal.

A Conab projetou 138,4 milhões de toneladas de milho na safra total. O volume recua frente às 141,2 milhões do ciclo anterior. A estatal cortou 500 mil toneladas na comparação com janeiro. A exportação deve alcançar 46,5 milhões. O consumo interno projeta 94,5 milhões. O setor de etanol amplia a demanda.

A colheita da primeira safra avança perto de 30%. O Rio Grande do Sul lidera com até 50%. Santa Catarina marca 35%. Paraná soma 30%. O plantio da safrinha alcança 35% da área. A Conab estima 17,89 milhões de hectares. A produção da segunda safra pode cair para 109,3 milhões de toneladas.

Situação do arroz

O arroz tenta manter preços no Rio Grande do Sul. Negócios ocorrem entre R$ 53 e R$ 54 na fronteira oeste. O mercado espera embarques acima de 100 mil toneladas em fevereiro. A indústria queima estoques para abrir espaço à nova safra.

Situação do feijão

O feijão lidera as altas no mercado interno. O carioca nobre ultrapassa R$ 320 por saca em comentários de venda. O comercial gira entre R$ 275 e R$ 295, com pedidos a R$ 300. O preto varia de R$ 175 a R$ 190. A Conab reduziu a estimativa da primeira safra. A área da segunda safra encolhe. O mercado prevê oferta menor até maio.

Por Vlamir Brandalizze - @brandalizzeconsulting

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