Inmet: previsão do tempo entre os dias 9 a 16 de março
No leste das Regiões Sul e Sudeste, espera-se declínio das temperaturas
A queda do petróleo após sinais de arrefecimento da guerra não aliviou o mercado brasileiro de combustíveis. O diesel continua escasso em várias regiões produtoras. O litro saiu de patamares abaixo de R$ 6 para mais de R$ 8. O frete subiu. O custo logístico apertou margens e passou a afetar colheita, transporte e formação de preços no campo.
Na soja, Chicago voltou a olhar os fundamentos. O contrato tenta sustentar US$ 12 por bushel nas posições mais próximas. O suporte vem da demanda por ração no hemisfério norte e da alta dos óleos vegetais, com reflexo direto sobre o óleo de soja. No Brasil, o setor pressiona o governo por avanço na mistura de biodiesel. A passagem de B15 para B17 acrescentaria 1,2 bilhão de litros de biodiesel por ano e reduziria em igual volume a necessidade de importação de diesel.
A colheita da soja alcança 55%. Mato Grosso lidera com 90%. Paraná e Mato Grosso do Sul marcam 55%. Goiás tem 50%. Bahia, 38%. Rondônia, 60%. A comercialização da safra velha chegou a 98,5% do volume colhido. A safra nova avançou para 39%, ainda abaixo de 48% no ano passado e da média de 47%, embora a última semana já tenha mostrado ritmo mais próximo do normal para o pico da colheita.
Nas exportações, a soja abriu março com 3,308 milhões de toneladas embarcadas na primeira semana. Mantido o ritmo, o mês pode alcançar 16 milhões de toneladas. De janeiro até agora, a soja em grão soma recorde histórico próximo de 12,3 milhões de toneladas. O complexo soja acumula 16,3 milhões de toneladas, acima de 14,8 milhões no mesmo período do ano passado.
No milho, o mercado internacional perdeu parte da força após a acomodação geopolítica, mas os fundamentos de longo prazo continuam positivos. No Brasil, o mercado segue comprador. A colheita da primeira safra chegou a 55%, contra média de 60%. O plantio da safrinha alcança 90%, abaixo da média de 95%, com atraso em estados-chave e janela já comprometida. Esse quadro pode adiar a entrada da oferta e provocar disputa entre compradores. O avanço do sorgo ganhou força e pode superar 2 milhões de hectares, acima de 1,6 milhão na safra passada.
No trigo, o conflito elevou as cotações externas. O mercado trabalha acima dos níveis do ano passado. O suporte vem de dúvidas sobre a safra do hemisfério norte após inverno rigoroso. No Brasil, o cereal acompanha esse movimento. O trigo gaúcho ronda R$ 1.100 por tonelada. O paranaense gira perto de R$ 1.200. A alta da ureia, já na faixa de US$ 600 por tonelada, reforça a cautela do produtor para o plantio.
No arroz, a colheita gaúcha entra em ritmo maior, ainda perto de 10%, com boa produtividade e grãos acima de 60% de inteiros no produto novo. O mercado, porém, convive com pressão logística e dificuldade para repor diesel. As exportações dão sustentação. O embarque acumulado na base casca já passa de meio milhão de toneladas no ano.
No feijão, o mercado aguarda reposição do varejo em março. O carioca nobre trabalha entre R$ 335 e R$ 355. O comercial varia de R$ 300 a R$ 330. O preto segue entre R$ 180 e R$ 200, conforme praça e padrão. A percepção do mercado aponta oferta restrita e firmeza ao longo do ano, diante de primeira safra menor e dúvidas sobre a evolução da segunda safra.
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