Inteligência artificial amplia debate sobre produtividade e crédito

Painéis na Abertura da Colheita do Arroz destacam uso de dados estruturados para gestão

26.02.2026 | 13:29 (UTC -3)
Artur Chagas, edição Revista Cultivar
Foto: Leandro Vieira
Foto: Leandro Vieira

Na Abertura Oficial da Colheita do Arroz houve dois painéis sobre aplicação de Inteligência Artificial no agronegócio. As discussões focaram uso de dados estruturados para elevar produtividade e qualificar análise de crédito.

O primeiro painel, “IA, Dados e Produtividade no Campo”, reuniu especialistas e produtores. O curador da trilha Agro e produtor rural, Donário Lopes de Almeida, destacou uso de ferramentas digitais para reduzir perdas. Ele apontou avanço no uso de máquinas com maior volume de informações, o que favorece decisões rápidas e precisas.

O CEO e fundador da SciCrop, José D’Amico, avaliou baixa adesão à tecnologia no setor. Segundo ele, apenas 3,5% do território brasileiro ocupa áreas urbanas, o que amplia oportunidades de uso de tecnologia no campo. D’Amico explicou que a IA pode apoiar gestão das propriedades por meio da análise de registros de safra, diagnósticos e definição de soluções.

O produtor de Camaquã, Volzear Longaray, relatou avanço no uso de tecnologia nos últimos cinco anos. O engenheiro agrônomo da Agtec, Emerson Peres, também de Camaquã, citou resistência cultural como obstáculo à adoção de recursos digitais.

No segundo painel, “Dados, Crédito e Financiamento Inteligente”, participantes discutiram uso de informações organizadas para análise de risco e concessão de crédito. Donário Almeida afirmou que ferramentas digitais permitem avaliação mais precisa do perfil do produtor.

O produtor de Dom Pedrito, Frederico Wolf, defendeu critérios técnicos na concessão de financiamentos. O sócio fundador da Creditares, de Cuiabá, José Corral, relatou que organizou a gestão financeira da propriedade da família após identificar dificuldades recorrentes entre produtores. Segundo ele, instituições financeiras cresceram nos últimos 25 anos, mas os recursos não atendem toda a demanda. Corral afirmou que bancos adotam postura mais seletiva e exigem apresentação detalhada de patrimônio e resultado.

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