Indústria sustenta alta leve de 0,5% no arroz em janeiro

Preço médio fechou em R$ 53,39/sc; Itaú BBA aponta que varejo fraco e oferta elevada limitam altas consistentes no país

13.02.2026 | 15:46 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Itaú BBA

O mercado de arroz iniciou 2026 com movimentos discretos de valorização, mas ainda sob forte pressão do excedente de oferta. De acordo com o relatório Agro Mensal do Itaú BBA, os preços subiram apenas 0,5% em janeiro, fechando o mês a R$ 53,39/sc. Embora tenha havido uma leve firmeza até 10 de fevereiro (R$ 54,44/sc) devido à recomposição de estoques pela indústria, a resistência do varejo e o alto volume disponível impedem altas mais consistentes.

O setor observa com atenção o avanço da safra 2025/26. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, as lavouras apresentam excelente desenvolvimento, beneficiadas por condições climáticas favoráveis. Contudo, a proximidade do pico da colheita em março, somada a um estoque de passagem estimado em 2,4 milhões de toneladas pela Conab, gera preocupação. Mesmo com uma previsão de produção 13% menor que o ciclo anterior, o mercado lida com o reflexo da sobreoferta acumulada.

Influência Internacional e Exportações 

No front externo, o cenário também é de baixa. A produção recorde indiana e a redução de tarifas para o mercado dos EUA (de 50% para 18%) aumentam a competitividade do grão asiático, pressionando os preços globais.

No Brasil, as exportações somaram 229 mil toneladas em janeiro. Apesar de ser o maior volume para o mês em cinco anos, o número representa uma queda de 8,8% em relação a dezembro, impactado pela valorização do real, que reduziu a competitividade do produto nacional.

A tendência para os próximos meses é de manutenção da pressão sobre as cotações, à medida que a nova safra entra no mercado e encontra um ritmo de comercialização ainda lento.

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