Fórum do Trigo destaca novos mercados para o cereal

Evento na Expodireto Cotrijal discutiu biocombustíveis, mercado externo e manejo para ampliar competitividade

12.03.2026 | 07:28 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Crystian Carniel

As novas oportunidades de mercado para o trigo ganharam foco no 11º Fórum Estadual do Trigo, realizado no Auditório Central da Expodireto Cotrijal. O debate reuniu representantes do setor para tratar de rações, biocombustíveis, mercado externo e manejo produtivo. O fórum teve promoção da Cotrijal, Seapi/RS e Câmara Setorial do Trigo do RS.

Na abertura, o subsecretário de Irrigação do Estado, Márcio Amaral, participou em nome do secretário Edivilson Meurer Brum, da Seapi/RS.

No painel sobre biocombustíveis, Leandro Luiz Zat, vice-presidente de Operações na Be8, apontou etanol, glúten, DDGS e dióxido de carbono como alternativas futuras para o trigo. Segundo ele, a demanda atual por esses produtos ainda depende de importações. Zat também citou novas indústrias de biodiesel como fator de expansão da demanda. O movimento pode abrir mercados além de moinhos e exportações. Empresas já investem em genética para elevar a proteína do grão. Para Zat, esse processo deve ampliar as opções de comercialização no longo prazo.

A análise de mercado ficou a cargo de Elcio Bento, economista e especialista em trigo da Safras & Mercado. Ele apresentou a conjuntura para o ciclo 2026/2027. Bento destacou a ligação direta do mercado brasileiro com o cenário internacional. Produção, exportações, importações, clima e geopolítica influenciam oferta, demanda e preços. Para a próxima safra, a projeção indica redução na produção, com possível alta de preços e avanço das importações pelo Brasil.

Na etapa sobre entressafras, Giovani Stefani Faé, da Embrapa Trigo, e Tiago de Andrade Neves Horbe, da CCGL e RTC, defenderam visão integrada do sistema produtivo. Os pesquisadores destacaram o planejamento anual das safras e o uso estratégico das janelas de inverno e verão. O manejo pode elevar eficiência e sustentabilidade. Segundo os painelistas, benefícios ao solo, adoção de tecnologias, cultivares adaptadas, manejo e foco na qualidade do grão sustentam o avanço da triticultura.

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