Fretes agrícolas oscilam com avanço do milho e exportações
Exportações de milho e soja cresceram 10,53% e 7,8% até julho, com destaque para o escoamento pelo Arco Norte
Pesquisadores demonstraram o potencial do ascarosídeo ascr#18, feromônio produzido por nematoides do solo, para preparar o sistema imune de plantas contra diferentes patógenos. O composto promoveu resistência prolongada sem ativar de forma permanente as defesas, processo associado a menor custo para crescimento e desenvolvimento.
O mecanismo envolve o chamado priming imunológico. Após contato com ascr#18, regiões reguladoras de genes de defesa apresentam cromatina mais aberta. Essa condição facilita uma resposta mais rápida após a infecção. Em Arabidopsis thaliana, a ativação dependeu do receptor NILR1. Plantas mutantes sem função adequada desse receptor perderam o efeito de preparação promovido pelo composto.
O tratamento de sementes também manteve o efeito por várias semanas. Em soja, aumentou a sobrevivência após inoculação com Phytophthora sojae e reduziu a disseminação sistêmica do vírus do mosaico da soja. Em trigo, o tratamento suprimiu entre 80% e 90% da multiplicação de Rhizoctonia solani. Arroz tratado também apresentou menor lesão após inoculação com Xanthomonas oryzae.
Ensaios de campo ampliaram os resultados. No milho, aplicação foliar de 25 miligramas por acre reduziu a severidade da mancha causada por Bipolaris maydis e aumentou a produtividade. Na soja, duas aplicações de 50 miligramas por acre reduziram a ferrugem-asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi, e elevaram o rendimento.
Os pesquisadores apontam o ascr#18 como estratégia potencial para proteção de culturas com menor dependência de pesticidas. O composto atua sobre a capacidade defensiva da planta, sem efeito direto identificado sobre a multiplicação bacteriana ou a germinação de esporos fúngicos nos testes realizados (doi 10.1038/s42003-026-10211-1).
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