Sicoob lidera liberações de crédito rural em Santa Catarina
Em toda a área de atuação do Sicoob SC/RS, as liberações de crédito rural somaram R$ 12,6 bilhões na safra 2025/26
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 87 bilhões no primeiro semestre de 2026. O valor representa crescimento de 6,1% sobre igual período de 2025 e marca o melhor resultado da série histórica para os seis primeiros meses do ano. O superávit comercial do setor somou US$ 77 bilhões, após importações de US$ 10 bilhões. As informações constam em relatório do Itaú BBA.
Junho reforçou o desempenho do semestre. Os embarques renderam US$ 16,6 bilhões, alta de 14% na comparação anual. O montante também corresponde ao maior valor já registrado para o mês. O complexo soja, as proteínas animais e outras commodities agrícolas sustentaram o resultado, apesar das diferenças entre os preços de cada produto.
A soja em grãos manteve a liderança da pauta. As vendas externas somaram US$ 29,1 bilhões entre janeiro e junho. O produto respondeu por cerca de um terço da receita do agronegócio. O volume embarcado atingiu 69,6 milhões de toneladas, avanço de 7%. O preço médio também subiu 7%, para US$ 418,70 por tonelada.
A China recebeu 69% da soja brasileira exportada no período. O país também permaneceu como principal mercado para o conjunto do agronegócio. As vendas ao mercado chinês renderam US$ 31 bilhões, aumento de 10,5% sobre o primeiro semestre de 2025. A participação chinesa passou de 34% para 35% da receita total.
Os derivados da soja também ampliaram os embarques. As exportações de óleo chegaram a 1,1 milhão de toneladas, alta de 30%. O preço médio avançou 13%, para US$ 1.171,30 por tonelada. O farelo somou 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 11%, com preço médio de US$ 359,40 por tonelada.
A carne bovina ocupou a segunda posição na pauta exportadora. A receita alcançou US$ 9,1 bilhões, alta de 38%. O Brasil embarcou 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura, volume 16% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O preço médio cresceu 19% e atingiu US$ 6.079,10 por tonelada.
A China absorveu 52% dos embarques de carne bovina. Os Estados Unidos responderam por 12%. No conjunto da pauta agropecuária, porém, a receita obtida no mercado norte-americano caiu 25,2%, para US$ 5 bilhões. A participação dos Estados Unidos recuou de 8% para 6%.
As exportações de carne de frango in natura atingiram 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 14%. O preço médio aumentou 4%, para US$ 1.961,20 por tonelada. A carne suína in natura somou 684 mil toneladas, avanço de 9%. O preço médio recuou 1%, para US$ 2.509,50 por tonelada.
Milho e algodão também ampliaram os volumes. Os embarques de milho chegaram a 7,9 milhões de toneladas, alta de 22%. O preço médio ficou em US$ 220,90 por tonelada, com redução de 1%. O algodão totalizou 1,8 milhão de toneladas, aumento de 21%, enquanto o preço médio caiu 7%, para US$ 1.540 por tonelada.
O complexo sucroenergético apresentou retração. O Brasil exportou 10,8 milhões de toneladas de açúcar bruto, queda de 3%. O preço médio recuou 22%, para US$ 351,90 por tonelada. O açúcar refinado somou 1,5 milhão de toneladas, redução de 12%, com queda de 19% no preço médio.
Os embarques de etanol atingiram 349 mil metros cúbicos. O volume caiu 53% em relação ao primeiro semestre de 2025. O preço médio avançou 7%, para US$ 620,50 por metro cúbico.
O café verde também perdeu espaço. As exportações totalizaram 930 mil toneladas, queda de 17%. A receita recuou no mesmo percentual. O preço médio ficou em US$ 6.408,80 por tonelada, redução de 1%.
A União Europeia permaneceu como segundo principal destino do agronegócio brasileiro. A receita somou US$ 12,6 bilhões, alta de 4,6%, com participação de 14%. O Oriente Médio gerou US$ 5,7 bilhões, avanço de 4%, e respondeu por 7% do total exportado.
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