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Nova rodada de chuvas e tempestades atinge a Região Sul e áreas do Centro-Oeste e Sudeste
O excesso de chuvas e a irregularidade das precipitações têm condicionado o avanço da semeadura de grãos em diferentes regiões do Brasil. De acordo com o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a soja alcançou 30,1% da área prevista semeada até 19 de outubro. O milho primeira safra chegou a 36%, o arroz a 33,2% e o feijão primeira safra a 20,9%.
Na soja, as condições climáticas têm efeitos distintos entre as regiões produtoras. Em Mato Grosso, as chuvas permitiram avançar a semeadura em todas as macrorregiões. Em Mato Grosso do Sul, por outro lado, a elevada umidade suspendeu temporariamente as operações na maior parte do estado e dificultou os tratamentos fitossanitários. No sul sul-mato-grossense, o excesso de chuva provocou encharcamento do solo e amarelecimento de plantas, enquanto o norte e o nordeste conseguiram avançar o plantio com precipitações mais esparsas.
Em Goiás, a semeadura ganhou ritmo no Sudoeste, onde já supera o desempenho da safra anterior. No Sul, o avanço é heterogêneo, enquanto no Leste, Oeste e Norte o plantio permanece em fase inicial, ainda com apoio da irrigação. Em Minas Gerais, as chuvas favoreceram a semeadura em áreas de sequeiro. Já em São Paulo, a umidade excessiva do solo impede o tráfego de máquinas e atrasa as operações.
No Sul, o plantio avança conforme as condições de campo permitem. No Paraná, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, e a semeadura ocorre nas janelas de tempo seco. Em Santa Catarina, os trabalhos estão em andamento no Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste, enquanto outras regiões seguem conforme seus respectivos calendários. No Rio Grande do Sul, a semeadura começou pontualmente em áreas de solo mais arenoso, mas as atividades ainda se concentram na colheita do trigo e no tratamento de sementes.
No Matopiba e em parte da Região Norte, a irregularidade das chuvas também limita o ritmo dos trabalhos. No Pará e no Tocantins, o plantio permanece lento e pontual. Na Bahia, a semeadura começou em áreas irrigadas e em locais que receberam precipitação. No Maranhão, o calendário foi iniciado, mas a falta de chuva adia as operações no sul do estado.
A semeadura do milho primeira safra alcançou 36% da área prevista. No Rio Grande do Sul, os trabalhos se aproximam do fim, embora a elevada umidade do solo tenha reduzido o ritmo no Planalto Superior e na Metade Sul. A nebulosidade persistente, as temperaturas amenas e a umidade elevada também favorecem o aumento da pressão de doenças, sobretudo em lavouras mais adiantadas ou atingidas por granizo.
No Paraná, o plantio está próximo da conclusão, e as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Entretanto, chuvas acompanhadas de granizo e vendavais provocaram desfolhamento e favoreceram a presença de lagartas e tripes.
Em Santa Catarina, a implantação avança em diferentes estágios conforme a região. As áreas do Extremo Oeste e do Oeste já estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto o Meio-Oeste apresenta lavouras em emergência e os Planaltos e a Serra começam a semeadura. Embora a umidade favoreça as áreas com boa drenagem, o excesso de chuva limita a aeração do solo e dificulta o manejo.
Em Minas Gerais, as precipitações recentes e a disponibilidade de água no solo favoreceram o avanço do plantio. Em Goiás, o progresso é mais expressivo na região Leste, onde alguns municípios já superaram metade da área semeada. Em São Paulo, a semeadura começa a avançar apesar das chuvas. Na Bahia, o plantio teve início no Oeste, nas áreas com maior volume de precipitação.
O arroz alcançou 33,2% da área prevista semeada. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, as operações avançaram lentamente em razão das precipitações registradas ao longo da semana, incluindo episódios de chuva intensa. Apesar das dificuldades, quase 40% da área prevista já foi semeada, com bom desenvolvimento inicial da cultura.
Em Santa Catarina, o avanço do plantio também foi limitado pelas chuvas e pelo excesso de umidade no solo. No Paraná, as precipitações interromperam as operações em áreas com solo excessivamente úmido. No Maranhão, a semeadura do arroz irrigado está na fase final, concentrada nas regiões Norte e Centro.
No feijão primeira safra, a semeadura chegou a 20,9% da área prevista. No Paraná, pouco mais da metade da área já foi semeada, e a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento inicial. No Rio Grande do Sul, as chuvas constantes começam a prejudicar a cultura em algumas regiões, dificultando o plantio e favorecendo a ocorrência de doenças. Em Santa Catarina, as precipitações contribuem para o desenvolvimento inicial das lavouras, mas mantêm lentas as operações de semeadura, concentradas principalmente no Oeste.
Segundo o levantamento da Conab, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal estão em período de vazio sanitário para o feijão primeira safra.
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