Trigo encerra semeadura e colheita do milho avança no Brasil
Monitoramento da Conab indica boas condições para o trigo e avanço da colheita do milho segunda safra
O etanol registrou em julho o menor preço médio de 2026 nos postos de combustível de todo o país. O biocombustível fechou o mês com média de R$ 4,25 por litro, após recuo de 2,30% em relação a junho, quando era comercializado a R$ 4,35. O resultado consolida uma sequência de quedas observada nos últimos meses e amplia o alívio no bolso dos motoristas. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento dos preços dos combustíveis com base nas transações realizadas em postos credenciados em todo o território nacional.
A trajetória registrada ao longo de 2026 reforça esse movimento de queda. Em janeiro, o etanol era vendido, em média R$ 4,66 por litro. Desde então, o combustível acumula redução de R$ 0,41 por litro, equivalente a 8,8%. O pico do ano foi registrado na primeira quinzena de abril, quando o litro atingiu média de R$ 4,89. A partir de maio, com médias de R$ 4,54, o biocombustível passou a registrar sucessivas reduções até alcançar o menor valor do ano em julho.
Na comparação histórica, o cenário também evidencia uma recuperação importante. Em maio de 2022, durante o período de maior pressão sobre os preços dos combustíveis, o etanol atingiu sua maior média nacional da série histórica, chegando a R$ 6,12 por litro. Atualmente, o combustível é comercializado, em média, por R$ 1,87 a menos, uma diferença de 30,5% em relação àquele período. A evolução da série histórica do IPTL mostra que o preço médio nacional do etanol iniciou 2020 em R$ 3,72 por litro, passou por um ciclo de forte valorização entre 2021 e 2022, estabilizou-se na faixa entre R$ 3,60 e R$ 4,50 ao longo de 2024 e 2025 e, agora, registra o menor patamar de 2026.
"A queda do etanol reflete um cenário cada vez mais favorável ao biocombustível no mercado interno. A oferta recorde da safra, aliada ao avanço da produção de etanol de milho, ampliou a disponibilidade do combustível, aumentando sua competitividade frente à gasolina e fortalecendo sua participação na matriz de abastecimento nacional nesse ano", explica Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.
O executivo acrescenta que os ganhos vão além da redução dos preços. "Esse movimento fortalece a cadeia produtiva nacional, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, amplia as opções competitivas para o consumidor e contribui positivamente para a balança comercial brasileira."
Além da economia proporcionada pelos preços mais baixos, o etanol também oferece benefícios ambientais por emitir menos poluentes do que os combustíveis fósseis, contribuindo para a redução da pegada de carbono da frota brasileira.
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