EPA registra tecnologia da Silvec para manejo do greening

Plataforma usa vírus da tristeza dos citros para produzir defensinas de espinafre em plantas cítricas

11.08.2026 | 06:01 (UTC -3)
Revista Cultivar

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) registrou para uso comercial incondicional a tecnologia da Silvec Biologics voltada ao manejo do greening dos citros, ou Huanglongbing (HLB). A plataforma utiliza uma versão não transmissível do vírus da tristeza dos citros (CTV), estirpe T36, para induzir a produção de defensinas de espinafre nas plantas.

O produto recebeu registro sob a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas dos Estados Unidos. A empresa informou também planos de iniciar parcerias com citricultores no fim de 2026 por meio do programa Florida Citrus Research and Field Trial.

Três construções

A tecnologia emprega três construções do CTV T36 modificadas para expressar os genes SoD2, SoD2-1 e SoD2*. O vírus entra no floema por enxertia de casca e passa a expressar as proteínas defensinas. Segundo a EPA, essas proteínas podem formar poros na membrana externa da bactéria associada ao greening, comprometer sua integridade e levar à morte do microrganismo.

A EPA também concedeu isenção da exigência de limite máximo de resíduos para CTV T36 com as proteínas SoD2, SoD2-1 e SoD2*. A regra entrou em vigor em 7 de abril de 2026 e abrange produtos do grupo de frutas cítricas. O uso deve seguir as instruções de rótulo e as boas práticas agrícolas.

Dados analisados

A agência avaliou dados toxicológicos, de exposição e de caracterização do produto. A análise apontou ausência de efeitos tóxicos ou adversos em estudo de toxicidade oral aguda com a proteína SoD2. A EPA também considerou baixo o potencial alergênico das três variantes. A agência concluiu haver certeza razoável de ausência de dano à população dos Estados Unidos pela exposição agregada aos ingredientes ativos, inclusive crianças.

O CTV ocorre com frequência em plantas cítricas em diferentes regiões produtoras. Segundo a EPA, o vírus consegue se multiplicar apenas em células do floema vegetal e perde atividade fora da planta ou de um inseto vetor. As proteínas expressas também ficam sujeitas à degradação por condições ambientais e atividade microbiana.

No protocolo dos pedidos de registro, constam como nomes dos produtos Construct CTV-SoD2, Construct CTV-SoD2* e Construct CTV-SoD2-1.

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