Embrapa destaca soja de baixo carbono no Show Rural Coopavel

Diversificação de culturas e manejo do solo reduzem emissões e ampliam sustentabilidade do sistema produtivo

12.02.2026 | 10:54 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Lebna Landgraf

A Embrapa destaca a importância das boas práticas agrícolas na redução das emissões de gases de efeito estufa na produção de soja durante o Show Rural Coopavel, que ocorre em Cascavel. A instituição replica parte do modelo adotado na Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja.

O modelo aproveita a entressafra para diversificar o sistema com plantas como braquiária e crotalária. A soja entra na sequência, em área que recebeu culturas capazes de formar palhada e melhorar a qualidade física, química e biológica do solo. O processo ocorre pelo aporte de carbono e, no caso da crotalária, também de nitrogênio.

O pesquisador Marco Antonio Nogueira explica que carbono e nitrogênio compõem a matéria orgânica do solo. Segundo ele, a palhada protege o solo contra o impacto da chuva. A prática reduz perdas de água por evaporação. A cobertura mantém temperaturas mais amenas. O sistema amplia a infiltração de água. A palhada também auxilia no controle de plantas daninhas. O material adiciona carbono ao sistema por meio da biomassa aérea e das raízes.

Estruturação do solo

Nogueira afirma que as raízes exercem papel central na estruturação do solo. Elas abrem poros. Facilitam a entrada de água e ar. Servem como fonte de alimento para microrganismos. Esse processo melhora a qualidade biológica do solo.

No sistema produtivo, as raízes ganham protagonismo. A diversificação de culturas altera a ocupação do solo pelas raízes. O processo melhora a porosidade. O ambiente ganha maior permeabilidade. O solo amplia a capacidade de infiltração e armazenamento de água.

Parte do carbono incorporado pelas plantas permanece estabilizada no solo na forma de matéria orgânica. Esse acúmulo contribui para um balanço de carbono mais favorável ao longo do tempo. Embora parte do carbono retorne à atmosfera, sistemas bem manejados retêm fração maior no solo. No longo prazo, essa retenção reduz as emissões líquidas e amplia a sustentabilidade da produção de soja.

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