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O pesquisador Jorge Werneck (na foto) tomou posse nesta semana como novo chefe-geral da Embrapa Cerrados, em Planaltina. Ele assume o mandato de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, sucedendo Sebastião Pedro - que esteve à frente da unidade entre 2020 e 2025.
Também compõem a chefia da Embrapa Cerrados os chefes-adjuntos Edson Sano, responsável pela Pesquisa e Desenvolvimento e substituto do chefe-geral, Cristiane Cruz, responsável pela Transferência de Tecnologia, e Herler Oliveira, responsável pela administração.
Durante a cerimônia de posse, realizada na quinta (12), a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, ressaltou o papel da Embrapa para a agricultura tropical e a importância estratégica da unidade Cerrados para a transformação do bioma da região, antes considerado improdutivo, em uma das regiões agrícolas mais produtivas do mundo. Ela atribuiu o avanço à correção de solos, aumento da produtividade e ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
Ainda destacou os desafios atuais da pesquisa e a necessidade do uso de dados confiáveis, tecnologias digitais e inteligência artificial para consolidar uma agricultura cada vez mais preditiva. A presidente agradeceu o trabalho realizado na gestão de Sebastião Pedro e desejou sucesso à nova gestão.
Ao assumir o cargo, Jorge Werneck relembrou a transformação histórica do Cerrado, resultado direto da ciência, da inovação e das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e seus parceiros. Ele reconheceu os avanços obtidos na gestão anterior. “Foi, sem dúvida, um período de muitas inovações e, talvez, a principal delas tenha sido o fortalecimento do diálogo com o mundo”, afirmou.
Werneck ressaltou, no entanto, que os desafios se tornam cada vez mais complexos. “Não podemos mais falar apenas em produzir. Precisamos produzir com sustentabilidade plena — ambiental, social, econômica e cultural”, destacou.
“Quero construir, junto com os colegas, a Embrapa Cerrados do futuro: uma casa de soluções integradas, onde agricultura de baixo carbono, integração de sistemas, recuperação de pastagens degradadas e uso eficiente da água sejam práticas consolidadas. Uma ponte para o mundo, levando não apenas commodities, mas tecnologias tropicais para regiões com desafios semelhantes aos que superamos”, concluiu.
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