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Pesquisadores da Embrapa Agroenergia avaliaram extratos de algas marinhas da costa brasileira para desenvolver um bioestimulante voltado ao aumento da tolerância de culturas ao déficit hídrico. Em testes em casa de vegetação com trigo e canola cultivados no Cerrado, os ensaios registraram aumento de até 160% na formação de síliquas na canola e crescimento radicular de 10% a 12% no trigo.
Os resultados ainda exigem validação em campo. A equipe concluiu o ciclo de laboratório e casa de vegetação em janeiro de 2026. Agora, o projeto busca renovar a parceria para conduzir experimentos em condições reais de cultivo. A próxima etapa inclui recomendações de dosagem e períodos de aplicação.
A pesquisa partiu de quatro tipos de algas marinhas. Ao longo de dois anos, os pesquisadores estudaram métodos de secagem e de extração para preservar metabólitos secundários com ação bioestimulante. Três algas seguiram para a continuidade do trabalho. Os ensaios identificaram dois extratos com potencial para uso em culturas de inverno no Cerrado.
Na canola, uma das formulações antecipou o florescimento e sustentou bom desempenho sob restrição hídrica. Segundo a Embrapa, plantas tratadas com um produto comercial de referência não mostraram ganhos significativos no mesmo ensaio. No trigo de sequeiro, uma formulação elevou o volume e o comprimento das raízes. A equipe associa esse efeito à maior capacidade de suportar períodos sem chuva.
Os pesquisadores ponderam que os percentuais obtidos em casa de vegetação não devem se repetir na mesma proporção em lavouras comerciais. Ainda assim, a equipe vê potencial de replicar parte desse ganho no campo. A validação deverá avançar primeiro em áreas experimentais e depois em áreas de produtores de diferentes regiões.
Além da resposta biológica, o projeto trabalhou a conservação do bioinsumo. A equipe desenvolveu um extrato seco, em pó molhável, por spray dryer. O processo alcançou rendimento de até 80% e produto final com 1,5% de umidade, condição que favorece estabilidade e transporte.
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