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O aumento do preço do diesel em 2026 já impacta diretamente o dia a dia no campo e acende um alerta para os custos de produção. Diante de um cenário de instabilidade no mercado global de petróleo, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a rentabilidade das operações.
Entre as estratégias, a eficiência das máquinas agrícolas ganha protagonismo. Avaliações realizadas em campo mostram que equipamentos com maior nível tecnológico podem reduzir o consumo de combustível, que pode chegar a mais de 10 litros por hora. Ao longo de uma safra, em um ciclo operacional que, dependendo da cultura e quantidade de área, pode chegar a uma média de 2.000 horas de trabalho, essa diferença pode representar economia superior a 20.000 litros de diesel para uma única máquina, permitindo ao agricultor trabalhar mais hectares com o mesmo volume de combustível.
"A modernização da frota passou a ser uma decisão técnica e econômica. A adoção de máquinas agrícolas com maior eficiência no consumo de diesel contribui para uma maior previsibilidade de custos, aumento da produtividade operacional e um aproveitamento muito superior dos recursos", afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson. "Hoje, a eficiência energética se consolida como um dos principais critérios técnicos na escolha do maquinário agrícola pelo produtor".
Testes comparativos conduzidos em condições reais de trabalho apontam que a modernização da frota por meio da adoção de transmissões continuamente variáveis (CVT), como a exclusiva Dyna-VT, associadas a motores agrícolas de alta eficiência, tem um impacto direto na redução do consumo específico de combustível e dos custos operacionais diários, refletindo também em um maior rendimento operacional e sustentabilidade.
"Nossos resultados estão diretamente associados à capacidade dos motores de operar com alto torque em baixas rotações de maneira automática, sem influência do operador. Essa característica permite reduzir o regime de operação, mantendo toda a potência disponível e diminuindo substancialmente o consumo", explica Zanetti. "A menor rotação também contribui para uma grande redução do desgaste interno de componentes, o que tem um impacto muito positivo nos custos de manutenção e no prolongamento da vida útil dos equipamentos."
No segmento de alta potência, o trator MF 8S.305, equipado com transmissão Dyna-VT, apresentou desempenho amplamente superior em operações de plantio direto com implementos de 18 linhas, quando comparado ao seu principal concorrente. O consumo registrado pela máquina da Massey Ferguson foi de 24,19 litros por hora, frente a 33,75 l/h do modelo comparado, gerando uma redução de 28,33% graças à integração inteligente entre motor e transmissão.
A eficiência tecnológica abrange diferentes perfis de cultura. Em severas operações de preparo de solo no setor sucroenergético, os tratores da série Massey Ferguson MF 7700, equipados com transmissão Dyna-6, registraram um consumo por hectare até 42,5% inferior em relação a modelos equivalentes do mercado. Em áreas de 1.000 hectares, essa eficiência representa uma redução extremamente significativa nos custos atrelados à queima de combustível.
Nas operações de subsolagem profunda, os equipamentos de alta potência da série Massey Ferguson MF 8700 S, equipados com motores AGCO Power e transmissão Dyna-VT, apresentaram elevada capacidade operacional e permitiram uma redução no tempo de execução das atividades em até 17 dias de antecipação. Esse desempenho está atrelado à combinação de alto torque e controle absoluto e preciso de velocidade, mitigando os gastos totais por área.
A tecnologia também se faz presente para proteger o produtor nas faixas de menor potência. Na pulverização focada em culturas perenes, como a citricultura, o modelo Massey Ferguson MF 4700 utiliza recursos eletrônicos como a "Memória de Rotação" do motor para manter a total estabilidade da tomada de potência (TDP). Mesmo operando em condições de relevo adverso e aclives, o sistema garante uma redução do consumo aliada à manutenção impecável da qualidade operacional da aplicação.
“Para essa série de tratores, a tecnologia de gerenciamento eletrônico também impactou na qualidade de pulverização e redução de custos operacionais, controlando o tamanho de gotas, mesmo com as oscilações de terreno, o que contribui significativamente para um menor custo operacional, maior controle de pragas e doenças e maior sustentabilidade”, detalha Zanetti.
A integração inteligente entre os tratores e os implementos (como plantadeiras e pulverizadores) também contribui para a eficiência agronômica. A adoção de conjuntos modernos de plantio, dotados de sistemas de corte de seção e controle individual de linhas, consegue eliminar em até 50% o desperdício de fertilizantes e sementes em áreas de sobreposição.
No aspecto logístico, a precisão e a conectividade das novas frotas garantem uma capacidade operacional muito superior. Substituir conjuntos antigos por máquinas modernas de alta capacidade tem gerado um aumento de até 82% na eficiência operacional de plantio. “Isso significa que grandes propriedades conseguem finalizar suas janelas de operação com dias de antecedência, reduzindo o número de máquinas necessárias na lavoura, a necessidade de horas extras e, novamente, a exposição da frota ao consumo de diesel”, finaliza Zanetti.
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