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As chuvas registradas nos últimos dias no Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul trouxeram alívio pontual para as lavouras de milho segunda safra, mas não foram suficientes para reverter as perdas acumuladas ao longo do ciclo. De acordo com análises do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as culturas atravessam fases críticas de desenvolvimento, e o histórico de estiagem, associado a temperaturas elevadas, já comprometeu o potencial produtivo em diversas regiões.
No Paraná, o cenário é mais crítico no Sudoeste. Em municípios como Francisco Beltrão, dados do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro) indicam déficit hídrico persistente desde o fim de fevereiro. A irregularidade das chuvas ao longo do período manteve as lavouras sob estresse, especialmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos — etapas de maior demanda por água.
Como consequência, há redução no enchimento de grãos, abortamento de espigas, antecipação da senescência e desuniformidade das plantas. A estimativa aponta perdas acumuladas de produtividade que chegam a 59,9% no município, refletindo o impacto prolongado da restrição hídrica, sobretudo em áreas de sequeiro e em solos com menor capacidade de retenção de água.
Em Mato Grosso do Sul, a situação é semelhante, principalmente no sul do estado. Em Ponta Porã, o mês de março foi marcado por longos períodos secos e altas temperaturas, resultando em déficit hídrico acentuado. As chuvas registradas em abril ocorreram de forma irregular e contribuíram apenas parcialmente para a reposição da umidade do solo.
Diante da elevada exigência hídrica do milho nessa fase do ciclo, as precipitações recentes não foram suficientes para atender à demanda das plantas, mantendo limitações ao desenvolvimento e ao rendimento das lavouras.
A previsão do tempo aponta continuidade da irregularidade das chuvas nos dois estados. No Paraná, os maiores volumes — de até 40 mm — devem se concentrar nas regiões sudeste e leste, enquanto nas demais áreas os acumulados não devem ultrapassar 20 mm.
Já em Mato Grosso do Sul, a tendência é de tempo mais seco, com volumes inferiores a 10 mm ou até ausência de chuvas em grande parte do estado nos próximos dias.
As temperaturas permanecem elevadas, variando entre 20°C e 30°C no Paraná. Em Mato Grosso do Sul, os termômetros devem oscilar entre 28°C e 30°C, podendo superar os 32°C no norte do estado. A umidade relativa do ar tende a ficar abaixo de 40% em várias regiões, condição que aumenta a demanda atmosférica e acelera a perda de água no solo.
Esse cenário mantém o risco de agravamento do déficit hídrico e reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e da umidade do solo, especialmente em áreas mais vulneráveis, para orientar o manejo e reduzir perdas na safra.
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