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O tratamento de algodoeiro com consórcios de rizobactérias promotoras de crescimento (PGPR) reduz a oviposição de Spodoptera exigua e altera a resposta olfativa do inseto. Resultados de estudo indicam potencial para uso em manejo integrado de pragas. Dois consórcios, AU8 e TX1, apresentaram maior eficiência em diferentes cultivares.
Os experimentos avaliaram cinco consórcios (TX1, TX2a, TX3, AU8 e AU9a) em duas cultivares de algodão, uma suscetível e outra resistente. Fêmeas de Spodoptera exigua depositaram menos ovos em plantas tratadas com AU8, TX1, TX2a e AU9a na cultivar suscetível. Na cultivar resistente, a redução ocorreu com AU8, TX1 e TX3. A queda na postura variou de 35% a 55% na suscetível e de 40% a 72% na resistente.
Ensaios com escolha confirmaram preferência do inseto por plantas não tratadas. Em condições competitivas, TX1 e AU8 reduziram a oviposição na cultivar suscetível. Na resistente, TX1 apresentou maior efeito, seguido por TX3 e AU8. A redução alcançou até 75%.
O estudo também avaliou desenvolvimento larval. A sobrevivência variou entre 66% e 71% em plantas tratadas e cerca de 81% a 83% no controle. Diferenças não alcançaram significância estatística. Peso larval não apresentou variação relevante entre tratamentos.
Bioensaios olfativos indicaram rejeição de plantas tratadas. Fêmeas evitaram voláteis de plantas tratadas com AU8 e TX1 na cultivar suscetível. Na resistente, houve rejeição também para TX3. Voláteis de plantas não tratadas não provocaram repelência.
Análise química identificou alterações no perfil de compostos voláteis. Foram detectados aldeídos, monoterpenos, sesquiterpenos, ésteres e homoterpenos. Compostos como alfa-pineno, beta-pineno, benzaldeído, D-limoneno, (Z)-3-hexenil acetato, beta-ocimeno e DMNT apresentaram maior relevância na discriminação entre tratamentos. Esses compostos participam da localização de hospedeiros por insetos.
Na cultivar resistente, TX3 promoveu maior emissão total de voláteis. Aumento chegou a até 18 vezes para alguns monoterpenos. Já na cultivar suscetível, consórcios como AU8, TX1 e TX2a elevaram a emissão total em até 6,5 vezes. TX3 não alterou esse parâmetro nessa cultivar.
Os resultados indicam efeito dependente de cultivar e composição do consórcio. Misturas com quatro estirpes, como AU8 e TX1, apresentaram desempenho mais consistente. TX3 mostrou ação específica em cultivar resistente.
Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70789
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