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A produção de tomate no Brasil alcançou cerca de 4,7 milhões de toneladas em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e deve manter patamar semelhante em 2026. Em um cenário marcado pela irregularidade das chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, investimentos em materiais genéticos mais produtivos e em sistemas de irrigação são apontados como estratégias importantes para manter a estabilidade da oferta destinada tanto ao consumo in natura quanto ao processamento industrial.
Nesse contexto, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) ressalta que o manejo integrado de defensivos agrícolas é determinante para preservar o rendimento das lavouras. De acordo com o gerente de Assuntos Regulatórios da entidade, Fábio Kagi, a larva-alfinete, da espécie Diabrotica speciosa, é uma das pragas que representam risco direto ao tomateiro.
Segundo o especialista, a praga ataca o sistema radicular das plantas, comprometendo a absorção de água e nutrientes e reduzindo o desenvolvimento vegetativo e produtivo.
“A larva-alfinete permanece no solo durante a fase larval e se alimenta das raízes, provocando perfurações que afetam o funcionamento fisiológico do tomateiro e resultam em redução de produtividade. Como o ataque ocorre de forma subterrânea, a identificação inicial do problema é mais difícil, permitindo que os danos avancem antes do aparecimento de sintomas visíveis na parte aérea, como murchamento e perda de vigor”, explica Kagi.
As lesões nas raízes também podem facilitar a entrada de patógenos presentes no solo, ampliando o comprometimento da lavoura e aumentando o risco de prejuízos ao produtor.
Para reduzir a incidência da praga, Kagi recomenda a adoção de estratégias de manejo baseadas no monitoramento desde o preparo do solo, no uso de mudas tratadas e na manutenção de níveis adequados de umidade, medidas que ajudam a limitar o desenvolvimento da praga e a preservar o desempenho produtivo da cultura.
“O controle preventivo é fundamental para manter a integridade do sistema radicular e garantir a continuidade da produção em um cenário de maior variabilidade climática”, conclui.
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