FMC registra prejuízo de US$ 2,07 bilhões no terceiro trimestre
Resultado reflete ajustes comerciais de US$ 672 milhões, queda nas vendas e enfraquecimento da demanda por defensivos agrícolas
As perdas provocadas pelas chuvas em setembro podem reduzir a produção de trigo de São Paulo a menos de 20% das 350 mil toneladas inicialmente esperadas. Além da quebra de safra, a qualidade dos grãos preocupa o setor. A estimativa é de que apenas 10% a 15% do volume colhido alcance a classificação Tipo 1. O cenário foi discutido na terceira reunião anual da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, realizada na quinta-feira (29), na Cooperativa Castrolanda, em Itaberá (SP).
Segundo o presidente da Câmara Setorial, Ruy Zanardi, as precipitações se intensificaram no início de setembro e chegaram a 629 milímetros em alguns municípios. As chuvas durante a colheita prejudicaram a qualidade do cereal e ainda representam risco para as áreas restantes.
O Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo) defendeu maior aproximação entre produtores e indústria moageira para preservar o mercado do cereal paulista. O presidente da entidade, Max Piermartiri, alertou que as dificuldades econômicas podem se estender até 2028, exigindo articulação entre os elos da cadeia.
Durante o encontro, Zanardi apresentou pesquisa sobre a safra 2025/2026. As compras de trigo paulista pelos associados do Sindustrigo cresceram 45,3%, passando de 403.566 para 586.330 toneladas. A satisfação geral com o produto também avançou, de 7,9 para 8,9 pontos. Cor, homogeneidade e sanidade registraram melhora nas avaliações.
Na análise do mercado internacional, Fabio Cruz, da StoneX, apresentou estimativa de produção mundial de 882 milhões de toneladas e consumo de 824 milhões. Para o Brasil, a expectativa é de crescimento tanto das importações quanto das exportações.
A reunião também abordou mudanças propostas para o funcionamento das câmaras setoriais paulistas, com foco no planejamento anual, definição de metas e acompanhamento dos resultados das cadeias produtivas.
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