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O cultivo de carinata amplia espaço no Rio Grande do Sul como alternativa de inverno para diversificação e geração de renda. O estado lidera a produção brasileira. A área cultivada soma cerca de 22,5 mil hectares neste ano. O número pode chegar a cem mil hectares em 2027.
A cultura integra o grupo das brássicas, apresenta semelhanças com a canola e fornece matéria-prima para biocombustíveis. O principal uso envolve a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Atualmente, a produção segue principalmente para o mercado europeu.
A Cotrijal reuniu cerca de 80 produtores de Candelária e Rio Pardo em um dia de campo voltado ao mercado, manejo e aspectos legais da cultura. As estações também abordaram plantabilidade e manejo de plantas daninhas.
Segundo o difusor técnico da Cotrijal, Maurício Jung, a cooperativa intensificou neste ano as ações para difusão da cultura. Ele aponta custo de produção, valor de comercialização, resistência às instabilidades climáticas e geração de renda no inverno entre os fatores de interesse.
O evento ocorreu na propriedade do associado Igor Henrique Mahl. Nesta safra, ele cultivou cem hectares de carinata com incentivo e acompanhamento da Cotrijal. O produtor relatou baixa necessidade de intervenções, com controle de plantas daninhas e aplicação de fungicidas. Segundo Mahl, a área não registrou ocorrência de pragas e doenças e apresentou boa adaptação às condições locais.
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