Canola amplia espaço na renda de inverno em 2026

Abertura nacional da semeadura na Expodireto Cotrijal 2026 reforça avanço da oleaginosa

12.03.2026 | 07:46 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Mariliane Cassel

A canola deve alcançar 380 mil hectares cultivados no Brasil em 2026. O avanço projetado chega a 60% sobre a área da última safra, de cerca de 225 mil hectares. Os dados partiram da Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola). A abertura nacional da semeadura da cultura ocorreu na Expodireto Cotrijal 2026.

Segundo o presidente da Abrascanola, Vantuir Scarantti, o ato simbólico marca o início da safra e o fortalecimento da cadeia produtiva no país. Ele destacou a canola como fonte de diversificação de renda, ganho no sistema de rotação de culturas e alternativa para o desenvolvimento sustentável da agricultura.

Área cultivada

O Rio Grande do Sul concentra mais de 90% da área cultivada no Brasil e mantém a liderança na produção. Paraná e Mato Grosso do Sul avançam, ainda em menor escala. Na última safra, a produtividade média ficou em torno de 1,5 mil quilos por hectare.

Para o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o aumento da produtividade e da demanda incentiva novos investimentos. Ele defendeu a canola como alternativa para o inverno.

Farelo e óleo

O mercado interno absorve grande parte da produção, principalmente na fabricação de farelo e óleo para alimentação. Com a expansão da cultura, surgem novas possibilidades de uso, como os biocombustíveis. A demanda internacional também ganha atenção, diante da posição da canola entre as oleaginosas mais produzidas no mundo.

Apesar do cenário favorável, a cadeia ainda enfrenta entraves. Scarantti citou questões tributárias que afetam a comercialização do grão, além de dificuldades ligadas a incentivos e acesso ao crédito.

Sementes importadas

A dependência de sementes importadas também preocupa. Mais de 90% das sementes usadas no país vêm do exterior, com predominância de Austrália e Estados Unidos. A Argentina entrou recentemente nesse mercado. Segundo Scarantti, essa condição exige planejamento antecipado das empresas para garantir o abastecimento da próxima safra.

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