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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abre nesta sexta-feira, 15 de maio, o protocolo para que o setor produtivo possa solicitar crédito no âmbito do Plano Brasil Soberano. Ao todo, estarão disponíveis R$ 21 bilhões, sendo R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação, definidos pela Medida Provisória 1.345/2026, publicada em março deste ano, e mais R$ 6 bilhões em recursos do BNDES.
O objetivo da nova etapa do Brasil Soberano é apoiar empresas brasileiras de setores relevantes para a balança comercial nacional, bem como empresas exportadoras (e seus fornecedores) afetadas pela instabilidade internacional, seja decorrente dos conflitos no Oriente Médio seja decorrente das medidas tarifárias impostas pelo governo do Estados Unidos.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a instituição está pronta para apoiar as empresas brasileiras neste momento de instabilidade. Já Márcio Elias Rosa, ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), destacou que a prioridade é garantir maior competitividade para a indústria nacional, avançar em novos acordos e ampliar a presença brasileira nos mercados internacionais.
Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a Portaria Interministerial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda (MF).
No primeiro grupo, as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos, cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de julho de 2024 a 30 de julho junho de 2025. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.
No segundo grupo, estão incluídas empresas atuantes em setores industriais de média-baixa, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos e de informática, borracha e plástico, equipamentos de transporte, além minerais críticos.
No terceiro grupo, empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.
Para solicitar acesso ao crédito, as empresas do primeiro e do terceiro grupo devem verificar a elegibilidade, acessando o site do BNDES (ws.bndes.gov.br/elegibilidade-brasil-soberano/#/). Os interessados precisarão se autenticar, utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa. Após a autenticação, o sistema informará se a empresa é elegível e quais linhas poderão ser solicitadas.
As empresas do segundo grupo podem verificar se são elegíveis por meio do seu cartão CNPJ. Basta verificar se no cadastro do seu CNPJ junto à Receita Federal, consta CNAE primário ou secundário contemplado no Anexo I da Portaria MDIC/MF nº 171/2026:
De posse dessas informações, a recomendação é que a empresa entre em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Para saber quais instituições financeiras já manifestaram interesse em operar o Programa, basta acessar o site do BNDES. No caso das grandes empresas interessadas em operações de crédito superior a R$ 50 milhões, também é possível procurar diretamente o BNDES.
De acordo com a Medida Provisória, o Plano Brasil Soberano ofertará linhas de crédito para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.
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