BASF lança atrativo de inimigos naturais no Reino Unido

Apthena usa feromônio de alarme para ampliar a presença de predadores e parasitoides nas lavouras

14.07.2026 | 07:48 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da BASF
Pulgão parasitado - Foto: BASF
Pulgão parasitado - Foto: BASF

A BASF anunciou no Reino Unido o lançamento do Apthena, produto biológico voltado ao manejo integrado de pulgões. A formulação contém (E)-β-farneseno, conhecido pela sigla EBF. O composto atua como sinal de alarme dos pulgões e atrai inimigos naturais, entre eles joaninhas, crisopídeos e parasitoides. Ensaios de campo registraram aumento de 18% no número de plantas de ervilha com insetos benéficos. Em beterraba-açucareira, a presença de pulgões caiu de uma média de 2% para 0,5%.

O produto não exerce controle direto sobre a praga. Sua função envolve a manipulação do comportamento dos insetos por meio da ecologia química. A BASF posiciona a tecnologia nas etapas inferiores da pirâmide do Manejo Integrado de Pragas. O objetivo consiste em fortalecer serviços ecossistêmicos e retardar o crescimento das populações de pulgões. A estratégia pode postergar a necessidade de intervenção química.

Os pulgões liberam o (E)-β-farneseno após ataques ou perturbações. O sinal provoca dispersão dos indivíduos próximos. Predadores e parasitoides também detectam a substância. Esses organismos usam o composto como cairomônio para localizar presas ou hospedeiros.

Liberação contínua

A formulação do Apthena mantém a liberação contínua do ingrediente ativo por um período de 20 a 30 dias. O processo utiliza microcápsulas produzidas com ingredientes naturais e inertes. Segundo a empresa, a formulação não contém microplásticos. A encapsulação busca reduzir as limitações do (E)-β-farneseno, composto volátil e sujeito à rápida degradação.

Testes padronizados em tubos em formato de “Y” avaliaram a resposta de joaninhas ao produto. Os insetos demonstraram preferência pelo fluxo de ar com Apthena e seguiram o gradiente do feromônio com maior frequência em comparação ao controle. As avaliações de campo em ervilha e beterraba-açucareira reforçaram o efeito sobre a ocorrência de organismos benéficos e sobre a população de pulgões.

O documento técnico da empresa recomenda o uso antes da chegada prevista dos pulgões, com apoio de sistemas de monitoramento e previsão. Outra possibilidade envolve a mistura em tanque com inseticidas compatíveis com programas de Manejo Integrado de Pragas. O produto também pode entrar no programa em situações com pressão insuficiente para justificar uma aplicação de inseticida.

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