Área de arroz plantada no RS recua 8% na safra 2025/26

Estimativa inicial de plantio (920 mil hectares) foi revisada para cerca de 892 mil hectares

12.02.2026 | 11:34 (UTC -3)
Elstor Hanzen, edição Revista Cultivar
Foto: Cassiane Osório
Foto: Cassiane Osório

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou nesta quinta-feira (12/2), em Porto Alegre, a estimativa inicial para a safra 2025/2026 de arroz no Rio Grande do Sul. A projeção indica retração de 8,06% na área semeada em relação ao ciclo anterior.

Na safra 2024/2025, o estado cultivou 970.194 hectares. Para a nova temporada, o plantio foi consolidado em 891.908,5 hectares, abaixo da estimativa inicial de 920 mil hectares.

De acordo com o presidente do Irga, Alexandre Velho, a redução reflete o cenário desafiador enfrentado pelos produtores em 2025, marcado por dificuldades de acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção.

As seis regiões arrozeiras gaúchas, distribuídas em 135 municípios, registraram queda na área plantada, com variações entre 4% e 11%, resultando na retração média estadual de 8,06%.

A diminuição da área deve impactar o volume colhido, embora o resultado final ainda dependa das condições climáticas ao longo do ciclo, especialmente no período de floração, fase em que a luminosidade é determinante para o potencial produtivo. A expectativa é de produtividade entre 8.500 e 9.000 quilos por hectare.

Velho também ressaltou a necessidade de buscar maior equilíbrio entre oferta e demanda. “Precisamos ampliar o consumo interno e fortalecer as exportações do grão”, afirmou.

Genética do Irga

Segundo o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Siqueira, da Diretoria Técnica do Instituto, o acompanhamento da safra é realizado semanalmente desde a semeadura até o encerramento da colheita.

Atualmente, as cultivares desenvolvidas pelo Irga estão presentes em 58,05% da área plantada, percentual que representa cerca de 70% da produção estadual.

“A genética desenvolvida pelo Instituto e a atuação pública no setor demonstram a força do Rio Grande do Sul na orizicultura. O monitoramento técnico e os levantamentos periódicos serão fundamentais para atualizar os dados ao longo do ciclo”, destacou.

O Irga reforçou que seguirá acompanhando a evolução da safra e as condições climáticas nos próximos meses — fatores decisivos para o desempenho final da produção gaúcha, responsável pela maior parte do arroz colhido no país.

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