América do Sul deve liderar exportações globais de frutas

Projeção da FAO indica região à frente de América Central e Caribe até 2034

27.03.2026 | 17:02 (UTC -3)
Ronaldo Luiz

A América do Sul será o motor de crescimento das exportações mundiais de frutas tropicais nos próximos anos, desbancando a América Central e Caribe como maior exportador global. Foi o que destacou o sócio da Markestrat Agribusiness, Vinícius Cambaúva, nesta quinta-feira (26), dia de encerramento da Fruit Attraction São Paulo (2026), na capital paulista. “Esta projeção da FAO/ONU, considera os embarques de abacaxi, abacate, goiaba, mamão e manga”, disse.

Segundo Cambaúva, as estimativas da FAO indicam que as exportações mundiais de frutas devem saltar de um giro financeiro previsto em US$ 12,8 bilhões neste ano para US$ 15,7 bilhões em 2034. Nesta agenda, ressaltou, os embarques da América Central e Caribe devem registar uma taxa de avanço anual de 4,8%, enquanto que o crescimento da América do Sul chegará ao fim dos próximos oito anos com percentual maior, de 5,3%, o que lhe dará em 2034 a liderança global.

Hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, mas se situa apenas no intervalo entre o vigésimo e o vigésimo quarto exportador. Em 2025, a receita das exportações brasileiras de frutas alcançou US$ 1,45 bilhão, incremento de 12%. Os itens mais exportados foram manga, melão, limões e limas e melancia.

Expectativa de negócios

Considerado o maior evento dedicado ao segmento de frutas e hortaliças do hemisfério Sul, a 3ª. edição da Fruit Attraction São Paulo reuniu de terça-feira (24) a esta quinta (26) no mesmo pavilhão produtores, exportadores, compradores nacionais e internacionais, fornecedores, distribuidores, autoridades, entidades, e demais agentes do setor produtivo, reafirmando seu papel de plataforma global para o setor de frutas do Brasil.

Na edição de 2025, o evento, organizado pela Ifema Madrid e a Fiera Milano Brasil, recebeu mais de 16,3 mil visitantes, 400 marcas expositoras de mais de 60 países, gerou mais de 1,5 mil reuniões na rodada de negócios, gerou mais de R$ 1 bilhão em vendas, e ocupou 15 mil m² de área expositiva, crescimento de 66% frente 2024. Para esta edição, o CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Macedo, prevê crescimento significativo no volume de negócios. “Acreditamos que as vendas realizadas na feira devem somar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão”, concluiu.

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