Alívio em Ormuz não elimina riscos globais, diz Rabobank

Incertezas externas e economia doméstica mais fraca mantêm atenção do mercado

20.04.2026 | 17:26 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações do Rabobank

A reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã trouxe alívio pontual aos mercados internacionais, mas não foi suficiente para dissipar os riscos geopolíticos, que seguem elevados, segundo relatório semanal do Rabobank. O banco destaca que, apesar do anúncio e de um cessar-fogo temporário entre Israel e Líbano, ainda não há acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.

No cenário doméstico, os dados de atividade econômica de fevereiro vieram abaixo das expectativas, reforçando a leitura de crescimento moderado. O IBC-Br, indicador mensal do Banco Central considerado uma prévia do PIB, avançou 0,6% na comparação mensal, enquanto o varejo registrou alta de 0,6% no conceito restrito e de 1,0% no ampliado.

O setor de serviços, por sua vez, manteve estabilidade, com leve alta de 0,1% no período, indicando continuidade de um ritmo gradual de expansão observado ao longo de 2025.

No mercado de câmbio, o real apresentou valorização de 0,5% frente ao dólar na última semana, encerrando cotado a R$ 4,99 — um dos melhores desempenhos entre moedas emergentes. Ainda assim, o Rabobank projeta desvalorização ao longo de 2026, com a moeda norte-americana podendo atingir R$ 5,55 ao final do período, diante da expectativa de redução do diferencial de juros e possível fortalecimento global do dólar.

O banco também chama atenção para a persistência das incertezas fiscais no Brasil, especialmente em ano eleitoral, além dos riscos relacionados à política tarifária internacional.

Na agenda econômica, os investidores monitoram a divulgação dos dados de conta corrente e investimento estrangeiro direto no Brasil, enquanto, na América Latina, a Colômbia publica indicadores de atividade e comércio exterior.

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