Agroconsult eleva estimativa da soja do Brasil para 183,1 milhões de toneladas

Avaliações de campo indicam aumento de 850 mil toneladas sobre projeção inicial

05.03.2026 | 15:24 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Carol Silveira
Foto: Fabrizio Zini
Foto: Fabrizio Zini

A Agroconsult revisou para 183,1 milhões de toneladas a produção brasileira de soja na safra 2025/26, segundo resultados parciais das avaliações de campo. O volume supera em 6,4% a colheita da temporada anterior.

A nova projeção acrescenta 850 mil toneladas ao número divulgado no início da expedição, em janeiro. A produtividade média estimada alcança 62,5 sacas por hectare. A área plantada permanece em 48,8 milhões de hectares, crescimento de 2,1% frente à safra passada.

As estimativas avançaram na maioria dos estados, mesmo com clima desafiador. Segundo André Debastiani, a produção poderia crescer mais. A falta de chuvas no Rio Grande do Sul e o excesso de precipitações em janeiro e fevereiro em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais reduziram produtividade e qualidade dos grãos. Caso as chuvas persistam, o peso final da soja pode cair e afetar a média nacional.

Até 26 de fevereiro, a colheita atingia 44% da área plantada no país. No mesmo período do ano passado, o índice alcançava 52%.

Nove estados apresentam potencial produtivo acima de 62 sacas por hectare: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Bahia.

No Mato Grosso, a produtividade média projeta 66 sacas por hectare, próxima ao recorde de 66,5 sacas da safra anterior. O excesso de chuvas no início de fevereiro limitou parte do potencial e gera preocupação com peso e qualidade dos grãos.

Em Goiás, o atraso na colheita domina o cenário. Cerca de 60% da área ainda aguarda retirada da soja do campo. Mesmo assim, a produtividade estimada chega a 67 sacas por hectare, pouco abaixo do recorde de 68 sacas da temporada passada.

O Mato Grosso do Sul aparece entre os destaques, com projeção de 62,5 sacas por hectare. No Paraná, a média pode alcançar 67 sacas, novo recorde estadual. Chuvas em volumes adequados e manejo eficiente de pragas e doenças sustentaram o desempenho.

Em São Paulo, a estimativa chega a 63,5 sacas por hectare. Minas Gerais projeta 66,5 sacas, com colheita acelerada para garantir a implantação da segunda safra. Rondônia estima 62,5 sacas, enquanto a Bahia pode atingir 68 sacas por hectare.

Entre os estados com produtividade entre 55 e 62 sacas por hectare aparecem Tocantins, com 59,5 sacas, e Maranhão, Piauí e Pará, cada um com 60 sacas por hectare.

O Rio Grande do Sul registra as únicas perdas consolidadas, estimadas em 2 milhões de toneladas. A irregularidade das chuvas entre janeiro e fevereiro, principalmente no Sul e na região das Missões, comprometeu o potencial produtivo.

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