Tamanho corporal afeta aclimatação térmica de Solenopsis invicta
Operárias médias e pequenas ganharam tolerância ao frio e ao calor após 15 dias de exposição
A Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda) completa 40 anos de atuação no setor nesta semana. Fundada em 26 de setembro de 1986, a entidade participou, ao longo de sua trajetória, de discussões relacionadas à regulamentação e ao desenvolvimento de tecnologias voltadas à proteção de cultivos no Brasil.
Entre os marcos regulatórios acompanhados pela associação estão a Lei de Agrotóxicos (Lei nº 7.802/1989), o registro de produtos por equivalência e, mais recentemente, as discussões relacionadas à modernização da legislação de defensivos agrícolas e à Lei de Bioinsumos.
Para o diretor executivo da Aenda, Luis Ribeiro (na foto), as quatro décadas de atuação refletem a participação da entidade nas transformações do setor. “Celebrar 40 anos é reconhecer um trabalho contínuo de muita dedicação ao desenvolvimento do setor. Nossa história se confunde com a própria evolução da agricultura no Brasil, atuando sempre de forma harmonizada e transparente com empresas, órgãos reguladores e entidades para transpor os desafios regulatórios e abrir oportunidades de crescimento e de segurança para os fitossanitários”, afirma.
Segundo Ribeiro, a entidade também defende a disponibilidade de diferentes alternativas para o manejo fitossanitário nas lavouras. “Defendemos a pluralidade de soluções fitossanitárias eficazes, seguras e competitivas para o produtor rural e trabalhamos para que o avanço da produtividade agrícola caminhe sempre em compasso com a responsabilidade ambiental e a segurança alimentar”, diz.
Quando foi fundada, em 1986, o setor de defensivos agrícolas ainda era regulamentado por normas que remontavam à década de 1930. A Aenda afirma ter participado dos debates que antecederam a criação da Lei de Agrotóxicos, sancionada em 1989.
A entidade também cita entre suas frentes de atuação o apoio à criação de iniciativas relacionadas à destinação de embalagens vazias, como o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), e a participação nas discussões que resultaram na adoção do registro de produtos por equivalência.
Nos últimos anos, a associação passou a atuar também nos debates sobre a atualização da legislação de defensivos e sua regulamentação, além da Lei de Bioinsumos e das normas que regulamentam o setor.
Em 2026, a Aenda integrou ainda as ações do projeto educacional Produzindo Alimento Seguro, que reúne atividades de capacitação do Programa Estadual de Análise de Resíduos de Agrotóxicos e Afins de Uso Agrícola em Produtos de Origem Vegetal (Peara-POV). A iniciativa é conduzida pela Defesa Agropecuária de São Paulo, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
Para Ribeiro, entre os próximos desafios estão a digitalização do campo e os avanços científicos e tecnológicos aplicados à agricultura. “O futuro nos apresenta novos desafios, a exemplo da digitalização do campo, das fronteiras da ciência e da inovação tecnológica. Estamos empenhados em liderar essas pautas com o mesmo vigor e a mesma integridade das últimas quatro décadas”, afirma.
A Aenda realizará um evento comemorativo pelos 40 anos no dia 24 de setembro, no Jockey Club, em São Paulo. Segundo a entidade, a programação reunirá associados, parceiros e convidados para marcar a trajetória da associação e fortalecer relações institucionais.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura